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Carteira de CDC continua crescendo

A aquisição de veículos a prazo pelas pessoas físicas vem apresentando constante crescimento. De acordo com estudo sobre o primeiro quadrimestre, realizado pela Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (Anef), o saldo das carteiras de Crédito Direto ao Consumidor (CDC) e Leasing apresentou crescimento de 12,8% em relação ao mês de abril de 2009, passando de R$ 145,3 bilhões para R$ 163,9 bilhões no mesmo mês de 2010. O montante representa 33,3% do total de crédito destinado á s pessoas físicas no Brasil e 5% do PIB. Se analisadas separadamente, o saldo de CDC teve expansão de 29,3%, saltando de R$ 81,2 bilhões para R$ 105 bilhões. No mesmo peíodo, a carteira de Leasing teve retração de 8,2%, saindo de R$ 64,1 bilhões para R$ 58,9 bilhões.

Para o presidente da Anef, Décio Cardonari de Almeida, o momento atual é favorável para o consumidor financiar um automóvel. Atualmente, a indústria automobilística cresce mais que proporcionalmente em relação ao PIB e o segmento de financiamento de veículos está apto para atender á  demanda do mercado e acompanhar essa evolução da indústria. Prova disso é que a expectativa para este ano é obter uma elevação entre 10% e 15% sobre o volume das carteiras de CDC e Leasing, em comparação ao ano de 2009, atingindo valores entre R$ 173 bilhões e R$ 180 bilhões.

O estudo da entidade também aponta que a inadimplência acima de 90 dias para as operações de CDC está em queda. Em abril, o índice ficou em 3,9% ante 5,2% em comparação ao mesmo mês do ano passado. A taxa da inadimplência já atingiu o patamar em que estava no peíodo pré-crise e a tendência é que siga em queda, pois o consumidor restabeleceu a confiança e o atual cenário macroeconômico do País é positivo. Além disso, é importante ressaltar que o consumidor tende sempre a fazer a aquisição de um veículo a prazo de forma planejada financeiramente”, avalia Almeida.

A taxa média de juros praticada pelas associadas á  Anef, que fechou abril de 2009 em 1,59% ao mês (20,84% ao ano), está em queda e atingiu em abril deste ano 1,40% ao mês (18,16% ao ano), ainda sem refletir o aumento da Selic que ocorreu em meados do mês de maio. Em comparação a março de 2010, a taxa se mantém estável. Já Os planos médios de financiamento, em abril, ficaram em 43 meses contra 40 meses do mesmo mês do ano anterior. Em relação ao mês de março de 2010, os planos médios também se mantêm estáveis.

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