Construção civil, alimentos, bebidas e serviços são os segmentos mais beneficiados com a Copa no Brasil
Os setores mais beneficiados pela Copa do Mundo no Brasil serão os de construção civil, alimentos e bebidas, serviços prestados á s empresas, serviços de utilidade pública (eletricidade, gás, água, esgoto e limpeza urbana) e serviços de informação, segundo mostra o estudo Brasil Sustentável – Impactos socioeconômicos da Copa do Mundo 2014, desenvolvido pela Ernst & Young em parceria com Fundação Getulio Vargas (FGV). No total, essas áreas deverão ter incremento da produção de R$ 50,18 bilhões. Do total de R$ 29,6 bilhões que correspondem aos gastos estimados relacionados á Copa (incluindo despesas de visitantes), R$ 12,5 bilhões terão como origem o setor público (42%) e R$ 17,16% bilhões serão provenientes do setor privado (58%).
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O investimento para equacionar os principais gargalos estruturais, como a limitação dos aeroportos, deve favorecer também o fluxo tuístico. A perspectiva é de que o número de visitantes internacionais para o Brasil pode crescer 79% até a Copa, podendo ter impacto superior nos anos seguintes. O estudo aponta que, no peíodo 2010-2014, o número de turistas internacionais deve crescer em 2,98 milhões de pessoas.
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O incremento do turismo traz consigo uma entrada significativa de recursos, que acabam se distribuindo entre os setores de hotelaria, transporte, comunicações, cultura, lazer e varejoâ€, explica José Carlos Pinto, sócio de assessoria da Ernst & Young. A estimativa é de que só o fluxo induzido pela Copa do Mundo seria responsável por receitas adicionais de até R$ 5,94 bilhões.
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As 12 cidades-sede receberão investimentos de infraestrutura da ordem de R$ 14,54 bilhões, que vão muito além da construção e/ou modernização dos estádios, com significativo impacto sobre os PIBs municipais. Só na reurbanização e embelezamento das cidades, os gastos estão estimados em R$ 2,84 bilhões. Há ainda investimentos representativos na base de tecnologia de informação em cada cidade, em mídia e publicidade, segurança pública, na expansão e adequação complexos hoteleiros, soluções de mobilidade urbana e instalação de fan parks, isto é, grandes parques transformados em espaços de lazer para quem não vai acompanhar os jogos no estádio.








