Flexibilização da moeda chinesa anima Bolsa de Valores
Assim como os principais índices acionários do mundo, o índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) operou com ganhos na sessão desta segunda-feira (21). A notícia de que a China estaria disposta a permitir a apreciação da sua moeda, após insistentes pedidos por parte de seus sócios comerciais gerou otimismo entre os mercados. O Ibovespa fechou com alta de 0,61%, aos 64.829 pontos.
Segundo o economista da Gradual Corretora, André Perfeito, a China já é o maior exportador do mundo, e se houver mesmo apreciação da moeda local, o país poderá se tornar também o maior importador mundial. Ele acrescenta que as economias norte-americana e europeia têm dificuldade para se recuperarem porque a demanda externa está muito fraca e a partir do momento que a China, com população de quase 1 milhão de pessoas, começar a importar essa situação deverá mudar.
O economista ponderou, entretanto, que o bom humor dos investidores pode ser “um pouco exagerado”. “Houve apenas sinalização da China sobre o assunto. በpreciso saber o que eles entendem pela flexibilização do cá¢mbio. Ainda não há nada concreto”, ressaltou. Perfeito considerou ainda que a agenda econômica tanto aqui como no exterior é “muito pobre” e ao longo da semana o cenário não muda muito. “Na ausência de indicadores de peso, caso não haja informações mais concretas sobre a questão chinesa ao longo da semana, poderá haver correção dos preços”, avaliou.
O otimismo em relação á China favorece também o desempenho das commodities no mercado internacional, refletindo diretamente no ándice Bovespa. As ações ordinárias da Vale subiram fecharam o dia com alta de 3,13%, cotadas a R$ 48,47, enquanto as preferenciais registraram valorização de 2,9%, negociadas a R$ 41,85.Â








