Pontualidade dos pagamentos pelas microempresas bate recorde

A pontualidade de pagamentos das micros e pequenas empresas atingiu, em junho de 2010, o valor de 95,4%. Assim, a cada 1000 pagamentos efetuados durante o mês passado, 954 foram quitados á  vista ou com no máximo sete dias de atraso. Este é o maior valor mensal do indicador desde janeiro de 2006, ano em que se inicia a série histórica. Na composição setorial, as pontualidades de pagamentos situaram-se bastante próximas durante o mês de junho, sendo de 95,4% no comércio e de 95,3% tanto na indústria quanto no setor de serviços. No acumulado do primeiro semestre de 2010, a pontualidade de pagamentos das micro e pequenas empresas brasileiras atingiu o patamar de 94,9%, o maior nível desde 2006 neste mesmo critério de comparação.

O valor médio dos pagamentos efetuados pontualmente recuou 3,0% em junho/10 frente ao mês de maio/10, atingindo o valor de R$ 1.495,36. Em comparação ao mesmo mês do ano passado (junho de 2009), o valor médio dos pagamentos pontuais ainda apresenta queda de 2,5% (a décima terceira queda anual consecutiva). Todavia, tais recuos estão perdendo intensidade, o que sinaliza que as condições de crédito para as micros e pequenas empresas encontram-se em rota de recuperação permitindo-as a elevarem, gradativamente, seus volumes médios negociados.

De acordo com os economistas da Serasa Experian, a pontualidade dos pagamentos das micro e pequenas empresas tende a se manter elevada ao longo dos próximos meses, em patamares acima dos registrados nos anos anteriores, dado que, apesar da desaceleração da atividade produtiva em curso, a economia brasileira ainda conseguirá sustentar uma boa taxa de crescimento ao longo do ano de 2010, favorecendo as condições de solvência das micro e pequenas empresas, especialmente daquelas mais focadas ao atendimento do mercado doméstico.

Cabe lembrar que, sazonalmente, os níveis de pontualidade dos pagamentos durante o segundo semestre tendem a ser superiores aos do primeiro semestre dado que o dinamismo econômico é maior na segunda metade do ano em razão do Natal.

Soma

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