Falta de mão de obra qualificada impacta prestadoras de serviços

Pesquisa nacional realizada em julho pela Central Brasileira do Setor de Serviços (Cebrasse), por meio do Grupo Ipema, focou o problema da falta de qualificação profissional que impacta a totalidade das empresas. A entidade representa 80 federações, sindicatos, associações e empresas dos mais diversos segmentos da prestação de serviços – setor responsável por dois terços do PIB e pelos maiores índices de empregabilidade no país. O problema cresce aceleradamente nesse mercado. Em março, na avaliação das questões de ordem interna que afetam o incremento dos negócios, a retenção e a manutenção de mão de obra qualificada apareciam em último lugar (27%) entre os seis maiores desafios na gestão dos negócios. Em julho, a questão passa para o segundo lugar (52%), perdendo apenas para a manutenção de preços competitivos (57%).

No quesito influências externas, encontrar no mercado gente qualificada para empregar está em segundo lugar, com quase 71%, perdendo apenas para o já familiaíssimo campeão: a carga tributária, com 86%. Em março, apenas 30% dos entrevistados pontuaram a questão – que perdia de longe também para a concorrência desleal e a inflexibilidade das leis trabalhistas.

Paulo Lofreta, presidente da central empresarial, diz que a questão é de maior gravidade para o setor porque a atividade tem seu maior insumo na mão de obra empregada. O apagão da mão de obra, recentemente alardeado, afeta de forma preocupante os prestadores, notadamente os de serviços terceirizados e de mão de obra intensiva, área de atuação de 82% dos entrevistados”. 

Outras áreas avaliadas são as de prestação de serviços especializados prestados a pessoas (14%), assessoria, consultoria e serviços a empresas (11%), alimentação, turismo e entretenimento (2,3%). A totalidade dos empresários está convicta de que a indisponibilidade de trabalhadores bem preparados impacta seus segmentos em maior ou menor intensidade: altamente, para 55%, e altissimamente 18% deles. São 73% dos pesquisados”, denotando a complexidade da questão no dia a dia das empresas.  Os demais veem o problema refletindo pouco (6,8%) ou medianamente (20,5%) no desempenho dos negócios.

Soma

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