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Fusões e Aquisições no setor de Petróleo e Gás crescem mais de 160%

O número de fusões e aquisições no setor de Petróleo e Gás no Brasil atingiu recorde histórico no primeiro semestre do ano, de acordo com levantamento da KPMG. De janeiro a junho, foram realizadas 21 transações contra oito em todo o ano de 2009, resultando em um crescimento de 162% no número de operações. Este cenário demonstra um aquecimento robusto no  movimento de F&A no setor, atingindo em apenas seis meses um recorde. O último registro de movimentação relevante foi em 2002, com 26 transações no ano. 

Com a expectativa de crescimento das reservas brasileiras através do pré-sal e os investimentos associados a exploração dessas reservas, o Brasil passa a ser um dos mercados mais atraentes para F&A no setor de Petróleo e Gás”, afirma Paulo Guilherme Coimbra, diretor da área de Corporate Finance da KPMG no Brasil e especialista no segmento.

O resultado positivo do último semestre está alinhado com o novo panorama que se desenha para o setor no Brasil, com perspectivas positivas de exploração do pré-sal que reflete uma ampliação do interesse das empresas em concretizar negócios. Do total de 21 transações, 13 foram realizadas por companhias brasileiras adquirindo outras brasileiras ou estrangeiras (domésticas, CB2 e CB3), com destaque para Petrobras e companhias fornecedoras de máquinas e equipamentos e prestadores de serviços. Grandes petroleiras internacionais também mostraram apetite e fizeram aquisições nesse peíodo.

No sentido contrário, foram acordadas oito operações de estrangeiros comprando companhias brasileiras (CB1, CB4 e CB5). Mesmo com este atual cenário de F&A no qual o Brasil está sendo puxado pelas empresas brasileiras, o país continua na rota de investimentos de grupos estrangeiros como, por exemplo, Sinochem, Shell, Total e Sonangol.

O setor está passando por um processo consolidação, e envolve principalmente fornecedores de máquinas e equipamentos e prestadores de serviços da indústria. A maioria das transações realizadas neste peíodo foi por empresas deste perfil e a tendência é que esse movimento continue”, conclui Coimbra.

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