Mercado de trabalho continua aquecido
O mercado de trabalho brasileiro continuará aquecido no quarto trimestre deste ano. Segundo um estudo realizado pela Manpower, o Brasil está entre os mais otimistas na contratação de profissionais entre 36 países pesquisados, ficando atrás só da China, Taiwan e ándia. Na comparação regional, os empregadores do Paraná e do Rio de Janeiro estão entre os mais otimistas do País, ambos com expectativa líquida de emprego de 41%.
O ritmo de contratações permanece alto também nos demais estados. Em Minas Gerais, a expectativa líquida é de 38% e em São Paulo é de 33%.Os dados indicam que 43% dos empregadores brasileiros afirmam que aumentarão a sua força de trabalho e apenas 6% acreditam em redução, o que gera uma expectativa líquida de emprego de 37%. Para o diretor comercial da Manpower no Brasil, Pedro Guimaráes, o ano de 2010 tem sido excelente para o emprego no Brasil, com a criação recorde de um milhão e meio de vagas só no primeiro semestre. Baseados na pesquisa, pode-se dizer que os três últimos meses do ano não vão ser diferentes.
Na análise por setor, Finanças/Seguros e Imobiliário é o destaque, com expectativa de contratação de 53% para o quarto trimestre. Em seguida, aparecem Serviços, com 52%, e Comércio, com 43%. No confronto com a expectativa do terceiro trimestre, foi registrado aumento no setor de Finanças e Comércio, pois as porcentagens anteriores eram de 49% e 40%, respectivamente. Já Serviços manteve a mesma previsão.
Para 2010, o crescimento do emprego tem sido generalizado, mas o campeão de contratações é o setor de Serviços. Com a chegada do fim do ano, a expectativa por novas vagas torna-se ainda maior, em parte pela aproximação das festas e do peíodo de férias – que trazem demandas por empregos também no comércio. Em contrapartida, houve queda na expectativa nos demais setores, exceto Transportes e Serviços Públicos, cuja o índice passou de 41% no terceiro trimestre para 42% no quarto trimestre.
A Construção Civil e Indústria apresentaram expectativa de contratação de 31% e 27%, respectivamente, frente a 43% e 35% registrados no terceiro trimestre. As menores porcentagens apontadas para o quarto trimestre foram Administração Pública e Educação (13%) e Agricultura, Pesca e Mineração (15%).








