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Fiep lança campanha pela Reforma Tributária

A Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), através da Rede de Participação Política, lançou nesta quarta-feira (27) um movimento pela reforma tributária. O objetivo da entidade é conscientizar a população sobre quanto ela paga de impostos e criar uma mobilização pela reforma. A primeira ação será a distribuição de 1,2 milhão de cartilhas sobre os impostos em todo o estado.

A campanha da Fiep apresenta a figura da Sombra do Imposto”, que personifica a caracteística onipresente dos tributos. Além de ilustrar a cartilha, a Sombra do Imposto vai aparecer em peças na tevê, internet, jornais e revistas. O vice-presidente da Fiep, Edson Campagnolo (foto), explica que a primeira fase da campanha vai mostrar que todas as pessoas pagam impostos e que são esses recursos, recolhidos pelo governo, que sustentam os serviços públicos, como educação, saúde e segurança.

A carga tributária, que hoje está em 40% do Produto Interno Bruto, pesa sobre todos, porque todos somos consumidores. E acho que o brasileiro está no limite do que ele pode pagar em impostos”, disse Campagnolo. O vice-presidente da Fiep destacou que o momento é oportuno para o lançamento da campanha por causa das eleições. Os dois candidatos á  Presidência se comprometeram em fazer uma reforma tributária. Agora precisamos ter certeza de que será a reforma que a sociedade quer, o que só será possível se toda a sociedade for envolvida”, completou.

Além da cartilha e da campanha de mídia, o movimento iniciado pela Fiep levará palestras para empresas e escolas nas quais será mostrado o funcionamento do sistema tributário brasileiro. A campanha conta já com o apoio de diversas instituições, como Sesi, Senai, Faciap, Crea, Corecon, ACP, OAB, Cifal, IPD, IBQP, entre outras. Em 2011, também devemos formar com a Confederação Nacional da Indústria e outras federações industriais um movimento nacional pelas reformas, entre elas a tributária”, afirmou Campagnolo.

A cartilha que começa a ser distribuída pela Fiep traz exemplos de quanto é pago em impostos nas compras do supermercado e contas de serviços essenciais, como energia elétrica e água. Ela também detalha como é o gasto público no Brasil e aponta algumas deficiências na gestão dos recursos pelos governos.

Na opinião de Campagnolo, um dos aspectos que chamam a atenção é que as contas do governo não fecham, o que o obriga a buscar recursos no mercado. Hoje, 12% dos gastos do setor público brasileiro são com juros da dívida”, alertou, destacando que a gestão dos recursos públicos precisa ser feita com transparência.

O vice-presidente da Fiep argumentou que o próximo governo terá uma boa oportunidade de encaminhar uma reforma tributária para o Congresso em seu primeiro ano de exercício. Para ele, a experiência do País durante a crise econômica, quando foram reduzidos impostos para manter o consumo em alta, mostra que o governo tem condições de baixar a carga tributária sem colocar em risco sua arrecadação.

O governo precisa demonstrar vontade política. Não queremos pacotes ou benesses para este ou aquele setor, mas uma reforma que reduza e simplifique os impostos para todos”, defendeu. Segundo ele, esse processo fortaleceria o mercado interno ao aumentar o poder de consumo da população e elevaria a competitividade da indústria nacional, que enfrenta a forte concorrência que vem da ásia. Do jeito que está a nossa carga tributária, os chineses dão risada, porque fica muito mais fácil para os produtos deles entrarem aqui”.

Crédito da foto – Gilson Abreu

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