Programa do BRDE beneficia 1.050 empresários
O programa SuperAção criado no primeiro semestre do ano para aproximar o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) de seus clientes, contabilizou o envolvimento de 1.050 empresários em rodadas de negócios realizadas em Ponta Grossa, Cascavel, Londrina, Curitiba, Campo Grande (MS), Dourados (MS), Três Lagoas (MS) e Foz do Iguaçu. Com novas etapas previstas para as cidades de Cornélio Procópio, Cianorte, Paranavaí, Umuarama, Francisco Beltrão e Pato Branco, o BRDE tem como meta atingir cerca de 2 mil empresários.
O programa tem atingido principalmente uma faixa de novos empresários que começaram a fazer sucesso nos últimos anos e ainda não tiveram acesso aos financiamentos do banco, o que ajudou, por exemplo, a fazer com que as linhas específicas para á s micro, pequenas e médias empresas destinadas a investimentos fixos para ampliação e modernização tivessem crescimento de 72% até setembro deste ano. Só para esta faixa do mercado, a aência de Curitiba possui cerca de R$ 250 milhões disponíveis para financiamentos.
Estes eventos têm sido realizados em parceria com as Associações Comerciais locais e as cooperativas de crédito Sicoob e Sicredi, com as quais o banco mantêm convênio há algum tempo para dar capilaridade á s suas ações porque só possui aências nas capitais dos estados. Esta parceria é muito importante para que o BRDE possa alcançar a meta de liberar financiamentos de R$ 600 milhões neste segundo semestre, somente no Paranáâ€, diz o presidente da instituição, o economista José Moraes Neto. Para o diretor administrativo e financeiro do SicoobMetropolitano, José Maria Bueno Filho, este tipo de evento é um instrumento de negócio importante porque serve para informar os empreendedores sobre as melhores condições que existem no mercado para a obtenção de financiamentos de longo prazo, fundamentais para a estratégia de crescimento das empresasâ€.Â
Hoje, com a estabilidade econômica, este tipo de financiamento tornou-se fundamental para qualquer estratégia de crescimento empresarial porque, contando com isso, o empreendedor não necessita utilizar de recursos próprios para realizar projetos de ampliação, implantação de novas tecnologias ou reformas. Assim, ele pode guardar estes recursos para efeito de manutenção de um bom nível capital de giroâ€, argumenta Moraes Neto. Anos atrás, o que ocorria, segundo ele, era uma situação em que o empresário utilizava recursos próprios nas etapas de expansão do seu negócio e, quando necessitava de capital de giro, tinha de recorrer a linhas emergenciais de alto custo, com risco de comprometimento do negócio.
A grande atração das rodada de negócios tem sido a linha de financiamento conhecida como PSI (Programa de Sustentação do Investimento), com juros fixos de apenas 5,5% ao ano e dez anos para pagamento, destinado á compra de máquinas e equipamentos nacionais novos. Sem dúvida, esta é a linha de financiamento com o menor custo que existe atualmente no mercado financeiroâ€, informa o responsável pelo BRDE no noroeste paranaense, Paulo Ferreira. O técnico do BRDE informou que esta linha tem um prazo de existência porque se trata de um programa do BNDES e que, por isso, o Banco estará aceitando pedidos de financiamento do PSI somente até 31 de janeiro de 2011â€. Ele lembrou que a instituição está próxima de completar 50 anos como o maior agente financeiro de desenvolvimento no Sul do País, responsável pela aplicação de recursos na ordem de R$ 65 bilhões neste peíodo.


