Consumo familiar e inflação em alta sinalizam manutenção de política monetária

O resultado do PIB do terceiro trimestre, divulgado nesta quinta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),   apresenta dados relevantes para a formação das expectativas para o próximo ano em relação á  política monetária. A avaliação é do professor da Escola de Negócios e Direito da Universidade Anhembi Morumbi Osmar Visibelli (foto), que alerta para o fato de que a redução do ritmo de crescimento ocorre em conjunto com a alta do consumo familiar e o crescimento do setor de serviços.

A alta do consumo se dá por relativo crescimento da renda familiar, aliada a grande facilidade de obtenção de crédito, em relação ao qual a atual equipe econômica manifesta preocupação face á s medidas de restrição recentemente anunciadas. Registre-se ainda a taxa de inflação apurada no acumulado ano, de 5,25%, acima do centro da meta estipulada pelo governo”, diz o Visibelli.

Para o professor, o conjunto da obra parece sinalizar que atual política de juros adotada pelo Banco Central não poderá ser alterada em curto prazo. A avaliação encontra respaldo na manutenção da taxa básica de juros em 10,75% ao ano, na última reunião do Copom. Não seria surpreendente se a expectativa da presidente eleita, quanto á  redução da Selic, não puder ser atendida ao longo do primeiro semestre de 2011, exigindo ainda maior controle sobre os gastos públicos, como forma de amenizar tensões inflacionárias”, afirma.

Soma

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