Cresce a demanda pela abertura de novos negócios em Curitiba

Janeiro, historicamente, é o mês de maior demanda de pessoas em busca de informações para a abertura de novos negócios.  Mas, diante do crescimento da economia em 2010 e das perspectivas positivas para 2011, a demanda para a criação de micro e pequenas empresas no Paraná está acima da média. Só no Sebrae, em Curitiba, quatro consultores estão atendendo, nestes primeiros dias do ano, em horários agendados, 28 futuros empreendedores por dia.

Eu conversei com a consultora do Sebrae, Fernanda Pesarini Tarli, e ela me disse que o que se verifica neste mês são dois grupos de pessoas em busca de oportunidades. O primeiro grupo é formado de pessoas que estão em férias e procuram ideias de novos negócios. O segundo grupo é composto de futuros empreendedores que já sabem o que querem e, inclusive, já têm em mãos um plano de negócios.

Entre os tipos de negócios mais demandados neste início de ano, segundo me informou a consultora do Sebrae, estão empresas de compras coletivas, seguindo o modelo do Peixe Urbano. Na área de alimentação, a preferência recai para a abertura de restaurantes, pizzarias, casa de assados e lanchonetes, bem como algumas franquias de sucesso. Na área de serviços, os negócios preferidos são os do tipo marido de aluguel, ou seja, aquele profissional que faz todo o tipo de reparo em domicílio, aências de turismo e pet shops. No segmento do comércio, lojas de roupas e calçados continuam ganhando a preferência dos novos empreendedores.

Outro dado animador, segundo Fernanda Tarli, é que o desejo de empreender tem crescido a cada ano, e as pessoas estão se preparando mais para abrir o próprio negócio. Até cinco ou seis anos atrás, o empresário abria uma empresa sem qualquer preparação. Consequentemente, o tropeço era maior. Hoje, embora todo negócio tenha um risco, o futuro empreendedor faz planejamento, pesquisa e procura conhecer melhor o mercado em que vai atuar. Com isso, aqui no Paraná, o porcentual de sucesso dos novos negócios é de 75%. No ano 2000, por exemplo, este porcentual era de apenas 50%.

Soma

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