Nova Lei do Inquilinato faz um ano com aumento do valor do aluguel
No próximo dia 25 de janeiro, as alterações na Lei do Inquilinato (Lei 8.245/1991) completarão um ano. Tais medidas alteraram substancialmente as regras para locações comerciais e residenciais, com o objetivo de aperfeiçoar os procedimentos sobre locação de imóveis urbanos e reequilibrar e readequar a relação contratual existente entre locador e locatário. Na opinião do advogado Mario Cerveira Filho, especialista em Direito Imobiliário, essas alterações prejudicaram sensivelmente os locatários e criaram mecanismos processuais perversos á uma população que não estava absolutamente preparada para recebê-las.
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“A nova lei teve um efeito devastador com relação aos casos de purgação de mora e ação renovatória de contratos de locação. A relação entre o locador e o locatário ficou ainda mais desequilibrada. Se a antiga lei já beneficiava os locadores, agora os beneficiam ainda mais”, afirma Cerveira Filho. Outro ponto polêmico trata do atraso no pagamento do aluguel. “Atualmente, o locatário inadimplente passou a ter apenas uma chance a cada 24 meses para purgar a mora e assim evitar a rescisão do contrato. Pela lei anterior, o locatário tinha duas oportunidades de atrasar o pagamento em 12 meses. Foi reduzida, drasticamente, a possibilidade de manutenção da locação nos casos de pagamento judicial (purgação da mora) da dívida locatícia”, explica.
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Na visão do advogado, as regras atuais favoreceram os locadores e, por esse motivo, o valor dos aluguéis tem aumentado de forma exorbitante e descabida. “A valorização dos imóveis, obviamente, acompanhou este aumento, de forma desproporcional, ainda somado ao reajuste do principal imposto imobiliário (IPTU), potencializado pela inflação de 2010”, avalia Cerveira Filho.
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A consequência é um grande problema para ao mercado imobiliário, segundo o advogado. “A tendência é o valor do aluguel crescer ainda mais, porque, na medida em que os prazos dos contratos de locação forem se encerrando, o valor em eventual renovação acompanhará esses fatores externos e extínsecos. Isso prejudicará todos os locatários e a população do país. Está sendo criada uma grande bolha no mercado imobiliário brasileiro”, conclui.








