Renegociação das dívidas é a solução para os consumidores endividados
O crédito farto em 2010 despejou mais de R$ 700 bilhões nas mãos dos consumidores brasileiros. E uma boa parte deste dinheiro foi parar nas mãos dos consumidores que não têm o hábito de organizar as contas e fizeram mais prestações do que o bolso consegue suportar. O que deve acontecer já a partir de fevereiro é a maior corrida já registrada pelo sistema financeiro para a negociação de dívidas.
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Só para se ter uma ideia, cálculos da Federação do Comércio de São Paulo apontam que as famílias brasileiras gastaram no ano passado, nada menos do que R$ 128 bilhões com o pagamento de juros . Todo este dinheiro não foi parar na mão do comércio ou da indústria, mas enriqueceu ainda mais os cofres do setor financeiro.
Já o parcelamento das compras em várias vezes tornou-se tão comum que, segundo os dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), 80% de todas as compras realizadas no varejo são financiadas, a maioria no cartão de crédito.
Quem está com as prestações em atraso e não consegue pagar, mesmo cortando as despesas, pode tentar renegociar sua dívida com o banco, financeira ou administradora do cartão. Para as instituições financeiras é interessante renegociar por duas razões. Em primeiro lugar porque vai tentar diminuir o prejuízo, que já é um fato. Em segundo lugar , porque ao permitir que essa mesma pessoa, ao regularizar sua situação no mercado, voltará a comprar a prazo.
Agora muito cuidado com a renegociação da dívida. O consumidor deve analisar a conveniência da proposta e verificar se não está trocando seis por meia dúzia. O ideal é procurar especialistas ou o Procon para conferir a renegociação.








