Produção industrial do Brasil cresce 10,5% em 2010
Entre as atividades, as influências mais expressivas sobre a média global, em 2010, vieram dos setores de veículos automotores (24,2%) e de máquinas e equipamentos (24,3%), seguidos por metalurgia básica (17,4%), indústrias extrativas (13,4%), outros produtos químicos (10,2%), produtos de metal (23,4%), alimentos (4,4%), borracha e plástico (12,5%) e bebidas (11,2%). Nesses segmentos, sobressaíram respectivamente os avanços vindos de automóveis, caminhão-trator e caminhões; aparelhos carregadoras-transportadoras e motoniveladores; lingotes, blocos e tarugos de aços especiais; minérios de ferro; herbicidas para uso na agricultura; partes e peças para bens de capital; açúcar cristal; pneus para caminhões, ônibus e automóveis; e cervejas, chope e refrigerantes. Por outro lado, somente os setores de produtos do fumo (-8,0%) e de outros equipamentos de transporte, com ligeira variação negativa de 0,1%, apontaram taxas negativas no acumulado de 2010.
Por categorias de uso, a expansão mais intensa concentrou-se no setor de bens de capital (20,8%), influenciada pela recuperação dos investimentos e da confiança dos agentes econômicos, seguida por bens intermediários (11,4%), refletindo principalmente a maior demanda por insumos industriais para a produção de bens finais, juntamente com a recuperação em parte da demanda internacional por commodities. A produção de bens de consumo duráveis (10,3%) fechou o ano de 2010 com crescimento próximo ao da média da indústria (10,5%), impulsionada pelo comportamento positivo do mercado interno, apoiado principalmente na manutenção das condições favoráveis do crédito e do mercado de trabalho. O setor produtor de bens de consumo semi e não duráveis, com acréscimo de 5,2%, mostrou o crescimento mais moderado em 2010, mas vale destacar que esse segmento foi o que apontou a queda menos intensa em 2009 (-1,5%) entre as categorias de uso.








