Febraban projeta crescimento de 4,2% este ano
Após um crescimento de 7,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2010, a economia brasileira deverá avançar 4,2% em 2011, de acordo com as projeções feitas pelo economista-chefe da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Rubens Sardenberg, em entrevista coletiva realizada nesta terça-feira (15) para divulgar a Pesquisa de Projeções Macroeconômicas e Expectativa de Mercado para este ano e para 2012. O número representa uma ligeira queda frente a projeção de crescimento de 4,6% em 2011 auferida na última pesquisa da Febraban, em fevereiro. Segundo o economista, a economia terá que crescer menos para acomodar a pressão inflacionária.
A projeção de um crescimento mais moderado vale também para 2012. Segundo a pesquisa, o avanço do PIB nacional deverá ser de 4,4%, contra uma projeção anterior de 4,5%. De acordo com o economista, a indústria deve liderar o crescimento econômico entre os setores em 2011, com expansão estimada de 4,3% na comparação anual. Já para 2012, o setor agropecuário se unirá á indústria e ambos liderarão o avanço nacional, cada um com alta esperada de 4,5% no ano.
De acordo com Sardenberg, a inflação continuará sendo a grande preocupação da economia. A pesquisa realizada pela Febraban mostrou uma elevação na expectativa de alta dos preços para este ano. De acordo com o estudo, em 2011 a inflação deverá fechar em torno de 5,8%, acima das expectativas anteriores.
A grande novidade aparece em relação á s expectativas para 2012, uma vez que o mercado passa a esperar um aumento da inflação também para o próximo ano. As projeções para o IPCA (ándice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) passaram de 4,6% para 4,8%. Se na pesquisa anterior as projeções eram de um recuo da inflação para um patamar mais próximo da meta, agora o mercado parece não apostar mais nesse cenário.
O IGP-M (ándice Geral de Preços – Mercado) também deve mostrar uma piora no quadro inflacionário. A pesquisa revelou expectativa de fechamento anual a 6,8% frente a uma projeção anterior de 5,9%. Segundo o economista-chefe da Febraban, esse cenário se deve também á expectativa de aumento de preços das commodities. Além disso, as medidas do governo para conter a valorização do real limitam o poder de que o cá¢mbio consiga absorver uma parte dessa elevação nos preços.








