Mudanças no perfil dos consumidores de livros não afetam faturamento das livrarias

O perfil do consumidor de livros e frequentador das livrarias brasileiras está mudando. Esta mudança decorre principalmente pela crescente inserção da internet na vida da população, bem como a política de distribuição de livros didáticos e a perspectiva de venda de tablets (que permitem a leitura dos e-books). Mesmo assim, o faturamento das livrarias não foi afetado. E muito pelo contrário: no ano passado, as livrarias venderam 9,6% a mais. Só para se ter uma ideia do potencial deste mercado, um levantamento feito pela Associação Nacional de Livrarias, apontou que mais de 38% das livrarias de grandes redes faturam quase R$ 10 milhões por ano.

O sucesso dos negócios do setor é atribuído ao fato de que essas livrarias se transformaram e deixaram de ser meramente ambientes de comércio de livros. Atualmente, mais de 80% das livrarias tem na venda de livros apenas 50% de seu faturamento. O consumidor busca hoje numa livraria um ambiente criativo e com proposta de um mundo cultural por trás da venda de livros, agregando serviços como café, espaços literários e wi-fi, por exemplo.

Já entre os compradores de livros, a área de infanto-juvenil é a que mais tem representatividade nas livrarias. Em seguida estão os consumidores que buscam livros de autoajuda e esotéricos. Depois, aparecem os acadêmicos, literatura geral ficção e literatura geral não ficção. Já entre as áreas da literatura que mais cresceram em vendas nas livrarias, o segmento de infanto-juvenil também é líder.

Curitiba conta hoje com 95 livrarias e no segundo semestre deste ano chega a nossa Capital mais um concorrente de peso. በa  Livraria Cultura, que terá uma loja de mais de  3 mil metros quadrados, no Shopping Curitiba.

Soma

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