Prochmann aponta em Curitiba as dificuldades e os desafios do Brasil
Para o presidente do Ipea, embora venhamos de um crescimento positivo no ano passado, a situação internacional preocupa. Segundo ele, fomos surpreendidos por dois eventos muito negativos. O primeiro é a instabilidade no Oriente Médio que traz um impacto na formação de preços básicos na economia mundial, principalmente por conta do aumento do preço do petróleo e a consequente inflação. O outro problema é com a terceira maior economia do mundo, o Japão, cujo crescimento negativo deve impactar o comércio mundial como um todo.
Prochmann também defende mudanças de ordem cultural e estrutural no País. Segundo ele há muitos gargalos no ensino médio, que apresenta uma educação de baixa qualidade. No caso da falta de mão-de-obra qualificada, principalmente de engenheiros, o economista destaca que isso ocorre porque apenas 15% dos alunos que entram numa faculdade de Engenharia concluem o curso em cinco anos e outros 42% dos que se formam cursam instituições de ensino de baixa qualificação segundo o próprio Ministério de Educação.








