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Prochmann aponta em Curitiba as dificuldades e os desafios do Brasil

A maior dificuldade do Brasil é ausência de uma converência política. Já o maior desafio do País é construir um projeto democrático, mesmo sem maioria política. A afirmação é do economista e  presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Márcio Pochmann, que esteve nesta sexta-feira (18), em Curitiba, para falar do Brasil, seus problemas e perspectivas de solução, dentro do projeto Unibrasil Futuro. Eu entrevistei Prochmann e ele me disse que o Brasil nunca teve um projeto de longo prazo e com isso, muitas vezes, o País ficou sem rumo. Entretanto, ele admite que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) entre  4% e 5% nos próximos anos possibilitará a sustentação do desenvolvimento brasileiro .

Para o presidente do Ipea, embora venhamos de um crescimento positivo no ano passado, a situação internacional preocupa. Segundo ele, fomos surpreendidos por dois eventos muito negativos. O primeiro é a instabilidade no Oriente Médio que traz um impacto na formação de preços básicos na economia mundial, principalmente por conta do aumento do preço do petróleo e a consequente inflação. O outro problema  é com a terceira maior economia do mundo, o Japão, cujo crescimento negativo deve impactar o comércio mundial como um todo.

Prochmann também defende mudanças de ordem cultural e estrutural no País. Segundo ele há muitos gargalos no ensino médio, que apresenta uma educação de baixa qualidade. No caso da falta de mão-de-obra qualificada, principalmente de engenheiros,  o economista destaca que isso ocorre porque apenas 15% dos alunos que entram numa faculdade de Engenharia concluem o curso em cinco anos e outros 42% dos que se formam cursam instituições de ensino de baixa qualificação segundo o próprio Ministério de Educação.

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