Reciclado da construção civil tem muito espaço para crescer
No Brasil, estima-se que a produção de produtos agregados seja da ordem de 500/600 milhões de toneladas, porém o consumo ainda é baixo: 3 t/hab/ano, mesmo frente á legislação que incentiva o uso de reciclados.    Nesse setor, a reciclagem teve início há 20 anos, mas só agora em 2011 foi criada a Associação Brasileira de Reciclagem de Resíduo da Construção Civil e Demolição (Abrecon), entidade que já conta com 21 associados, e trabalha pelo desenvolvimento do setor. Gilberto Meirelles, presidente da associação, esclarece que atualmente há cerca de 120 unidades em fase de implementação no país, localizadas nas regiões Sul e Sudeste, provenientes de parcerias público-privadas.
O preço do reciclado é estabelecido a partir do material recebido para o descarte, ou seja, se o valor agregado é alto, consequentemente no final do processo o material produzido será mais caroâ€, acrescenta Meirelles, ressaltando o baixo consumo de agregados no Brasil. Aqui , consumimos mensalmente 5,4 milhões toneladas provenientes de mineração, o que representa apenas 30% do que a obra da construção civil consomeâ€, diz. O potencial de mercado é de 1,6 milhão de toneladas/mês. Se as empresas consumirem o reciclado de forma consciente, com certeza, irão fomentar o crescimento do setorâ€, sintetiza Meirelles.
Também durante a palestra, Miguel Porto Neto, da Porto Associados, abordou o potencial do setor, a partir do próprio conhecimento adquirido ao longo de quatro anos quando ocupou o cargo de secretário do governo. De acordo com Neto, a legislação existente contribui para o desenvolvimento do setor, que de um lado conta com forte qualificação técnica, porém de outro há muitos aventureirosâ€, aponta.
Segundo Porto, a reciclagem está em conformidade dos pilares da sustentabilidade, conferindo os seguintes benefícios: redução de custos no caso das obras nos municípios, investimento em projetos socioambientais e uma nova geração de mão de obra.








