Dólar cai e BC não realiza leilões de compra

Depois de valorizar por 10 dias consecutivos, o dólar comercial fechou a quinta-feira (15) com queda de 0,82%, cotado a R$ 1,7089 na venda. A divisa refletiu primariamente as notícias do mercado externo, principalmente o cenário europeu, que animaram parte do mercado e esfriaram o rali de alta da moeda frente ao real. A forte sequência de altas contribuiu para que o Banco Central deixasse de realizar leilões de compra de dólares no mercado cambial á  vista novamente, após deixar de fazer essa operação na véspera pela primeira vez desde 21 de fevereiro deste ano.

Já o índice Bovespa após ter registrado um avanço de 1,55% pela manhá em sua máxima no intraday, reduziu os ganhos e fechou em alta de 0,17%, aos 56.381 pontos. O giro financeiro foi de R$ 5,385 bilhões.

Boas referências contribuiram para que o dólar recuasse pela primeira vez em 11 sessões. O Conselho de Governadores do BCE (Banco Central Europeu) decidiu, em coordenação com o Federal Reserve, o BoE (Banco da Inglaterra), o BoJ (Banco do Japão) e o Banco Nacional da Suíça, realizar três leilões de venda de dólar, com vencimento de três meses até o final do ano, com o objetivo de aumentar a liquidez da divisa-norte americana no mercado, especialmente o Europeu.

Além disso, a afirmação do vice-diretor da comissão de desenvolvimento nacional da China de que o país pretende comprar papéis dos países europeus afetados pela crise também chamou a atenção. Por outro lado, a Comissão Europeia cortou nas previsões de crescimento econômico da Zona do Euro para o segundo semestre do ano. Segundo o comunicado da instituição, a região do euro mostrará expansão de 0,2% no terceiro trimestre e 0,1% no quarto trimestre, números menores que as expectativas de aumento de 0,4% para ambos os peíodos.

Soma

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