Dólar encerra semana com alta de 6,15%, enquanto bolsa cai 7%

O dólar comercial interrompeu a sua sequência de cinco altas nessa sexta-feira (23), com forte recuo de 3,24%, terminando cotado a R$ 1,8385 na venda. Mesmo com essa forte desvalorização, a moeda norte-americana fechou a semana com alta acumulada de 6,15%. Já o índice Bovespa, num pregão marcado por forte instabilidade, chegou a subir 1,08% e recuar 0,99% na sua máxima e mínima do dia. Oscilando entre perdas e ganhos até os instantes finais do pregão, o benchmark da bolsa brasileira fechou com queda de 0,09%, chegando ao seu quinto recuo consecutivo, ficando nos 53.230 pontos. Na semana a queda foi de 7%.  O giro financeiro foi de R$ 5,910 bilhões. O Ibovespa não acompanhou o desempenho das bolsas internacionais, que conseguiram fechar com modestos ganhos.

O mercado financeiro continua fortemente pressionado pelo aumento de aversão ao risco refletindo temores sobre a Grécia, responsável pela escalada na cotação da moeda norte-americana nas últimas sessões. Nesse sentido, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, tentou tranquilizar o mercado ao dizer que apesar do risco de recessão global estar atualmente mais alto, o Brasil encontra-se bem preparado para enfrentá-la. O mesmo tom do discurso também foi visto nas palavras do ministro da Fazenda, Guido Mantega. Embora tenha dito que não pensa em abdicar das medidas macroprudenciais para arrefecer a alta da taxa de cá¢mbio, Mantega não descarta a adoção de novas medidas contra essa tendência.No mercado interno o destaque desta sexta-feira (23) foi para a divulgação da nota ao setor externo pela BC, mostrando elevação da dívida brasileira em US$12,6 bilhões em agosto, alcançando o montante total US$ 304,2 bilhões. Já o balanço de pagamentos nacional registrou superávit de US$ 5,5 bilhões em agosto.

O mercado internacional continuou pressionado, após o ministro de Finanças da Grécia, Evangelos Venizelos, afirmar nesta sexta-feira (23) a parlamentares do seu partido que o país enfrenta o risco de um default desordenado, elevando o sentimento de aversão ao risco no mercado. O político teria sugerido um possível desconto de 50% na dívida do país. Contudo, isso não pode ser solicitado pela Grécia e iria requerer o acordo e coordenação de muitas autoridades europeias.

Soma

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