Fiep quer um piso para a taxa de cá¢mbio
A Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) defende a adoção de um piso pelo Banco Central para a taxa de cá¢mbio, de modo a garantir que, ao final da atual crise econômica mundial, o empresariado brasileiro não volte a ser prejudicado pela valorização acentuada do real frente ao dólar. Nas últimas semanas, o dólar interrompeu a tendência de desvalorização e marcou alta de 15% em relação ao real, puxado pela insegurança dos mercados em relação a algumas economias da Europa.
Como exemplo de uma política fiscal adequada para proteção da indústria nacional, o presidente da Fiep citou a recente decisão do Banco Central da Suíça, que instituiu um piso para sua taxa de cá¢mbio com o objetivo de conter a intensa valorização do Franco Suíço ocorrida recentemente. Os suíços sabem muito bem defender a sua manufatura.â€, afirma Rocha Loures. Segundo ele, a supervalorização do Real diminui a competitividade do setor produtivo, o que pode levar á desindustrialização e consequente desemprego.
O presidente da Fiep irá levar ao presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, o pedido para criação de um piso para regular a taxa de cá¢mbio nesta quarta-feira (28). O encontro entre eles acontece em Curitiba, durante realização do 22º Congresso Nacional de Executivos de Finanças (Conef), promovido pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças no Paraná (Ibef-PR), com o apoio da Fiep.
Na ocasião, Rocha Loures, vai discutir com o presidente do BC medidas que contenham a valorização do real frente a outras moedas de circulação internacional, de modo a garantir a competitividade da indústria paranaense.








