Tombini garante em Curitiba que a inflação está sob controle

Em meio  á  turbulencia do mercado internacional, o presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, disse nesta quinta-feira (dia 29), durante abertura do 22o Congresso Nacional de Executivos de Finanças (CONEF), em Curitiba, que a economia brasileira e o sistema financeiro estão preparados para enfrentar a recente deterioração do cenário internacional.
Ele voltou a tranquilizar o mercado de que a inflação está sob controle Não somos uma ilha, mas conseguimos transitar com facilidade no ambiente internacional”, apontou ele diante de um plateia formada por executivos eempresários.

Para este ano, a taxa de inflação deve fechar em 6,40% e para algo entre 4,7% e 4,9% para 2012. Estamos indo em direção ao centro da meta para dezembro de 2012.Tombini disse que os ándices de Preços ao Consumidor no primeiro semestre deste ano foram influenciados pela forte elevação dos preços das commoditiesinternacionais e por fatores climáticos, bem como pelo aumento de preçosnadministrados atípicos a exemplo de energia, combustíveis, água e telefone.

Entre as ações adotadas para o combate da inflação, o Banco Central aumentou antaxa de juros, visando moderar o crescimento de demanda e conter an propagação do aumento de preços para outros setores. Os efeitos desse processo de elevação dos juros ainda não foram plenamente absorvidos pela economia, mas são claros os sinais de queda da demanda e de recuo da inflação corrente”, garantiu. Segundo Tombini, a deterioração do ambiente econômico internacional impõe um
viés desinflacionário no horizonte que deve ser levado em consideração. Soma-se a isso as ações de política monetária adotadas até julho deste ano, cujos efeitos ainda não foram sentidos totalmente, bem como a revisão positiva do cenário fiscal. Por isso o Copom decidiu reduzir em meio pontonpercentual em agosto”, declarou.

O presidente do Banco Central admitiu que o crescimento da economianbrasileira está moderada em consequência das políticas domésticas de retração ao crédito e do cenário internacional. O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) que em 2010 ficou em 7,5%, este ano, deve fechar em 3,5%.

A utilização da capacidade industrial brasileira, embora elevada e acima da meta histórica, já apresenta tendência de moderação, e apesar da taxa de desemprego ainda baixa, o ritmo de criação de empregos formais vem apresentando queda nos últimos meses, informou Tombini. Ele reforça que os riscos demandam ações rápidas das economias de Primeiro Mundo para estabilizar os mercados e seu baixo crescimento por um peíodo prolongado aumentará as pressões desinflacionárias.

Soma

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