Preços de produtos no comércio eletrônico têm deflação de 9,6% em novembro

Os preços ao consumidor no comércio eletrônico apresentaram deflação de 9,6% entre janeiro e novembro deste ano. በo que aponta o ándice Fipe Buscapé, que está sendo lançado hoje para trazer a partir de agora, mês a mês, uma radiografia dos preços de mais de 1,3 milhão de produtos no e-commerce brasileiro. Ainda de acordo com o ándice, a categoria que apresentou maior queda nos preços, de 21,8%, foi Fotografia, e a que registrou maior elevação, de 6,6%, foi Brinquedos e Games. Em termos reais, com o deflator Fipe Buscapé, o ándice indica também que o comércio eletrônico deverá crescer 39,1% em 2011 em relação ao ano passado.  Desta forma será possível avaliar a partir de agora o crescimento real do e-commerce brasileiro.

Desenvolvido com metodologia da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) a partir de uma análise detalhada de dados recolhidos do Buscapé (www.buscape.com.br), maior site de comparação de preços da América Latina, que tem 50 mil lojas listadas, o que representa praticamente todo e-commerce, e da e-bit (www.ebit.com.br), empresa especializada em informações de comércio eletrônico responsável por coletar a avaliação de consumidores em mais de 5 mil lojas em todo Brasil, o ándice Fipe Buscapé foi criado para atender o interesse de diversos públicos (varejistas, consumidores, imprensa, importadores, financiadoras, entre outros), que não tinham acesso a dados detalhados de preços praticados nas lojas online.

Já há algum tempo tínhamos a intenção de criar um índice de preços ao consumidor na internet e, por isso, fomos buscar o apoio de uma instituição respeitada como a Fipe. Como temos uma base de dados extremamente representativa, tivemos o apoio total da Fundação. As compras no comércio eletrônico vêm crescendo fortemente nos últimos anos e estava mais do que na hora de criarmos um índice como este”, assinala Romero Rodrigues, presidente do Buscapé Company.

A composição das compras no comércio eletrônico é bastante diferente da estrutura de pesos dos IPCs”, assinala o professor Sérgio Crispim, da Fipe. De acordo com a e-bit, entre 2001 e 2011 o e-commerce cresceu uma média de 43,5% ao ano e o ándice nos ajudará justamente a acompanhar a variação dos preços de produtos em 10 categorias e 156 subcategorias que representam cerca de 80% das compras feitas online. São produtos muito expressivos que justificam um monitoramento específico e aprofundado de preços”, explica, apontando o aumento do número de domicílios com computador, a difusão do acesso por banda larga, o amadurecimento e consolidação da estrutura do varejo, além da disponibilidade de meios de pagamentos mais seguros e da melhoria nos processos de logística como alguns dos fatores que têm impulsionado o crescimento do e-commerce no Brasil.

Soma

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *