Sebrae do Paraná apoia ações para desenvolvimento do setor de TIC
Pesquisa realizada pela Associação das Empresas Brasileiras de Software (Abes) mostra que, em 2005, 71 % dos softwares e serviços associados, consumidos no mercado interno brasileiro, foram desenvolvidos no exterior, um volume que corresponde a cerca de 1,9 milhão de dólares. O alto custo do software e a tributação ainda são os principais entraves para o desenvolvimento do software nacional. Com a proposta de fortalecer e elevar a competitividade das 1,2 mil empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) em atividade no Paraná, o Sebrae/PR, a Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assespro Regional Paraná) e os Arranjos Produtivos Locais (APL) de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) do Paraná atuam em conjunto para o fortalecimento do setor.
Para o coordenador estadual de Tecnologia de Informação (TI) do Sebrae/PR, Emerson Cechin, o setor é considerado estratégico para o desenvolvimento do estado, pela alta concentração de micro e pequenas empresas, dinamismo e potencial. “Em conjunto com os empresários dos arranjos produtivos, o Sebrae/PR desenvolve projetos para promover a competitividade das empresas e para tornar o Paraná referência do setor. Além de propiciar capacitações em gestão, viabilizar a participação de empresários nos principais eventos e feiras do setor, também incentivamos a obtenção de certificações.”
Na opinião de Emerson Cechin, a Lei da Inovação é um incentivo a mais ao setor de TI. “A legislação vem para facilitar a atuação do setor e é determinante para que as empresas paranaenses possam competir em um cenário global”, avalia. O diretor-presidente do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), Júlio Felix, ressalta que a Lei Estadual de Inovação é esperada pelo setor há mais de oito anos e que o texto, atualmente, encontra-se no Executivo para posterior encaminhamento ao Poder Legislativo. Quinze estados da federação e dois municípios já têm lei de inovação publicada, mas, de acordo com o dirigente do Tecpar, o atraso do Paraná permitiu que a legislação fosse mais bem discutida, corrigindo-se erros e aproveitando-se acertos de outras leis estaduais. Segundo ele, a organização do setor por meio dos APL e o fato de as organizações caracterizarem-se como micro e pequenas empresas ampliam os benefícios da legislação no Estado.








