Acordo contra bitributação é prioritário diz CNI a Hillary Clinton
O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, disse nesta segunda-feira (16), á  secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton (foto), que um acordo para evitar a bitributação é prioridade nas relações entre os dois países. A bitributação onera as empresas e desvia investimentos e comércio para terceiros paísesâ€, justificou Andrade, na abertura do encontro Visão para a Parceria Econômica no Século 21, na sede da CNI. Ressaltou, no encontro, promovido pela CNI e Cá¢mara Americana de Comércio (Amcham), que Brasil e Estados Unidos têm grande potencial de integração em diversas áreas, com destaque para biocombustíveis, energia, defesa, aeroespacial, segurança alimentar e inovação. São amplas as possibilidades de ação conjunta nos segmentos de educação, ciência e tecnologia, temas de crescente relevá¢ncia na agenda da política industrial brasileiraâ€, declarou Andrade.
A secretária de Estado norte-americana afirmou que a inovação é prioridade na relação bilateral. Alinhou experiências de sucesso entre Brasil e EUA nesse campo, como parcerias da Boeing e Embraer na produção de etanol da cana de açúcar para a aviação, da Microsoft com incubadoras no Brasil, da Cisco em TI (Tecnologia da Informação). Os dois governos trabalham de mãos dadas com o setor privado para estimular que vinguem boas idéias na inovaçãoâ€, salientou.
Para Hillary Clinton, é igualmente estratégica e precisa progredir a parceria bilateral na área de energia, sobretudo na produção de biocombustíveis e petróleo. Os dois países são os maiores produtores mundiais de biocombustíveis. Essa é uma questão crucial sobre a qual precisamos avançarâ€, exortou. Ela informou ter tratado da exploração de petróleo no pré-sal brasileiro com a presidente da Petrobras, Graça Foster, em encontro pela manhá.
O ministro do Interior dos Estados Unidos, Kenneth Salazar, que integra a comitiva da secretária de Estado norte-americana, lembrou que a Petrobras é uma importante parceira do governo norte-americano na exploração de petróleo em águas profundas no Golfo do México. Segundo ele, até há pouco tempo, 20% do petróleo explorado nos Estados Unidos vinham de águas profundas. Hoje esse percentual subiu para 70%. Por isso, temos muitas lições a serem aprendidas com o Brasil nessa questão e queremos compartilhar as melhores tecnologiasâ€, sublinhou Salazar, que também de manhá participou, na CNI, de encontro sobre oportunidades do turismo nos EUA. Acrescentou que o petróleo e o gás têm papel chave na economia norte-americana, assim como os biocombustíveis.








