Importação brasileira de vestuário é pequena em relação a outros países

Ao comentar a visita da delegação do governo brasileiro á  China iniciada nesta segunda-feira (23) para discutir comércio e investimentos, a Associação Brasileira do Varejo Têxtil afirma em nota que é bastante ponderada a posição do representante do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio de que as discussões vão girar muito mais em torno das importações do Brasil pela China do que das exportações da China para o Brasil”. Mesmo porque, o Brasil ocupa apenas a 37ª colocação dentre os países importadores de vestuário, com participação de  0,3% dos valores (em US$). Países mais ricos, como Estados Unidos, Alemanha e Japão estão no topo da lista, com 22,3%; 9,7%; e 7,5%, respectivamente. Os dados são do International Trade Center (ITC) e fazem parte do Estudo do Consumo Aparente de Artigos de Vestuário no Brasil”, que ainda será divulgado pela Abvtex. O estudo foi elaborado pelo Instituto de Estudos e Marketing Industrial (Iemi).

O levantamento comprova que o mercado brasileiro, no que tange á s importações de vestuário, ainda é bastante fechado, se comparado á s economias mais evoluídas. Qualquer tentativa de pressionar o governo brasileiro de frear o ritmo de exportações seja da China ou de outros países para o Brasil é prematura e não reflete a realidade das estatísticas e as regras do comércio internacional”, afirma a Associação.

As especulações em torno dos objetivos desta missão comercial levam á  possível adoção de salvaguardas para o setor têxtil. Para obter salvaguarda um setor deve comprovar que está sofrendo prejuízo por causa da entrada de produto estrangeiro. Atualmente, apenas 9,3% dos itens no varejo de vestuário em todo o País são importados. Este percentual está bem abaixo dos patamares de importações considerados salutares para as economias (de 25% a 30%), que não trazem danos á s indústrias locais, motivam a competitividade e ajudam no controle da inflação”, finaliza a entidade.

Soma

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