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Proteste constata que cartões de lojas oneram consumidor

A taxa de juros anual do crédito rotativo pode chegar a até 621,38% no caso de cartão de supermercado.  E alcançar 549% ao ano nos cartões de postos de combustível.  Foi o que constatou pesquisa da Proteste Associação de Consumidores, que comparou 12 cartões, que ofereciam cartões sem custos. Por isso, o consumidor deve fugir do rotativo dos cartões de crédito oferecidos por lojas, supermercados e postos de gasolina os chamados private labels, e pagar sempre o valor total da fatura á  vista. Caso não tenha condições é melhor contratar um empréstimo bancário e quitar a dívida. Além de cobrar taxa de juros bem acima da média, os cartões de fidelidade nem sempre cumprem as vantagens divulgadas por meio de publicidade. A isenção de anuidade” não livra de despesas futuras de manutenção. Ela pode vir disfarçada” em outros custos. A maioria das redes avaliadas cobra para que a fatura seja gerada, o que nem sempre é esclarecido ou avisado no anúncio.

E importante ficar atento á s tarifas, que podem ser similares á s de uma operadora de crédito comum. Há também o risco de endividamento por conta da grande variedade de cartões que são oferecidos. Antes de optar por este serviço, é bom avaliar se ele se adequa ao seu perfil de uso. Nem mesmo a anuidade grátis, diferencial mais comum entre os cartões de loja, é cumprido exatamente do modo como o cartão é oferecido. A PROTESTE identificou a cobrança de taxa de manutenção e cobrança de anuidade a partir do segundo ano.  Informações importantes sobre o cartão de crédito são omitidas tanto na propaganda  da TV e internet, quanto na contratação. A rede de supermercados G. Barbosa, por exemplo, não informa os juros que incidem na opção de parcelamento em até 24 vezes fixas.

Os postos de combustíveis Shell, por exemplo, anunciam parcelamentos em 12 vezes, mas não informam se há ou não a cobrança de juros. No caso da rede Ale, o parcelamento e as condições estão sujeitos á  análise de cada cadastro. Na hora da compra os estabelecimentos estimulam o cliente  a fazer o maior parcelamento possível, o que dá a falsa sensação de que está pagando pouco a cada mês. Quem tem cartão dos postos Ipiranga paga uma tarifa de R$ 1,99 e nos postos Shell o mesmo valor é cobrado após três meses de uso. Nas redes Prezunic, BH, Guanabara e Cia. Zaffari, as taxas cobradas apenas para manutenção são de R$ 4,50, R$ 3,30, R$ 2,30 e R$ 1,99, respectivamente.

Antes de optar por um cartão de loja fique atento a: taxa de juros; ao limite mínimo de compras ou utilização; ao Custo Efetivo Total (CET) das compras parceladas; á s formas de pagamento da fatura; ao limite de pagamento mínimo; á s datas de vencimento da fatura ;  e á  abranência do cartão. Atenção com os custos que podem estar disfarçados na cortesia”: taxa de manutenção; tarifa para a emissão da fatura; cobrança pela emissão do cartão; tarifa para a emissão de extrato; cobrança de anuidade a partir do segundo ano; cobrança de emissão de cartões adicionais ou segunda via.  Alguns supermercados até ofertam preços mais atraentes para  clientes que possuem o cartão, mas os descontos, muitas vezes, são mínimos e  só em alguns produtos. Ou seja, é difícil obter uma economia que realmente faça  diferença em seu bolso.

A relação custo-benefício, entre o valor do desconto e o custo do cartão, também  não é tão benéfica como se pode imaginar. O abatimento nas compras só compensa se as tarifas forem inferiores a  ele. Por exemplo, uma compra na rede Econ  só valeria a pena se houvesse um desconto maior que R$ 3,90 no valor total.  O mais indicado, embora seja mais  trabalhoso, é comparar os preços  entre os supermercados e os postos de  combustíveis. Você pode fazer parte de suas compras em uma rede e o restante  em outra, dispensando a aquisição do cartão da loja. በclaro que há outros fatores  que devem ser levados em conta, como o custo com a locomoção de um estabelecimento a outro.

Foram comparados os  cartões dos seguintes postos de combustíveis: Petrobras 548,65 % ao ano; Ipiranga 493,60% ao ano; Ale 492,99% ao ano; e Shell 376,24% ao ano. Além dos seguintes cartões de supermercados: Angeloni Cia. Ltda. 492,99 % ao ano; Cia. Zafari 381,28% ao ano;Econ Supermercados 621,38 % ao ano; G. Barbosa 440,07 % ao ano; Giassi e Cia. 557,33 % ao ano; Guanabara 289,60% ao ano; Prezunic 492,99 % ao ano; e Supermercados BH 289,60% ao ano.

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