Alta do dólar influencia retomada dos negócios com exportações
A virada do dólar, que ultrassou a barreira dos R$ 2 só vistos pelos exportadores brasileiros em 2009, deve influenciar na retomada de negócios e em novos contratos das indústrias paranaenses, principalmente do setor da agroindústria, alimentos, setor automotivo e móveis. No primeiro trimestre do ano, a balança comercial do Paraná acumulou um déficit de R$ 800 milhões, com as vendas ao exterior somando R$ 3,8 bilhões. Já as importações bateram a casa de R$ 4,6 bilhões. Com a alta de 0,65% desta terça-feira (15), o dólar comercial valorizou 5% este mês e acumula variação positiva de 7% no ano, em meio ao turbilhão da crise europeia.
Eu conversei com a economista da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Gilda Bozza, e ela me disse que a alta do dólar em relação ao real é favorável á agroindústria paranaense, porque dará maior competitividade ao produto e aumentará o ganho para os exportadores.
O curioso é que em peíodos de crise os preços das commodities caem, já que o investidor se protege comprando dólar. Este ano, e em meio á crise, os preços da soja não caíram em função de que os estoques mundiais estão apertados diante da quebra das safra do Brasil e da Argentina. Na terça-feira (15), por exemplo, a saca de soja fechou a R$ 31,15, o que significa uma alta de 14% este ano.
Por outro lado, os importadores estão receosos com o aumento da moeda norte-americana. No caso de empresas do Paraná, que são grandes importadoras de maquinários e matéria prima, a alta do dólar terá reflexos nos preços dos produtos.
Na avaliação da economista da Faep, o dólar pode recuar para a casa de R$ 1,90, mas não deve voltar para a cotação de R$1,60 a R$ 1,70. Até o patamar de R$ 1,90, o cá¢mbio é favorável aos exportadores.








