Indústria química e farmacêutica do Paraná discute entraves para o crescimento

A infraestrutura logística deficiente e a falta de apoio para inovação foram os principais entraves apontados pelos empresários da indústria química e farmacêutica para o desenvolvimento do setor no Paraná. A análise foi feita nesta quarta-feira (16), durante reunião do Fórum Setorial da Indústria Química e Farmacêutica, que abrange também a indústria de cosméticos, fertilizantes e refino de petróleo. O evento, realizado pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), tem como objetivo identificar quais as principais dificuldades para o desenvolvimento dos diversos setores da indústria paranaense e como estes problemas podem ser enfrentados através de ações da Fiep, do poder público e dos próprios empresários.

Hoje o Paraná possui 873 empresas do setor químico e farmacêutico, que geram um total de 22,7 mil empregos diretos. No que se refere ao Valor da Transformação Industrial (VTI), este setor representava, em 2009, 5,5% da indústria paranaense, totalizando R$ 2,6 bilhões. De acordo com o presidente do Sindicato das Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado do Paraná (Sinqfar), Marcelo Melek, outra grande preocupação dos empresários se refere á  atuação da Aência Nacional de Vigilá¢ncia Sanitária (Anvisa), que fiscaliza, entre outros processos, o registro de produtos. Além da demora na análise dos processos, a fiscalização local não é uniforme na aplicação das normas”, avalia.

Em 2011, os empresários do setor identificaram como principais dificuldades a concorrência chinesa e a atração de jovens para o mercado de trabalho. Para enfrentar esta questão a Fiep encampou diversas ações junto ao governo federal com objetivo de sensibilizar os dirigentes sobre o perigo da desindustrialização advinda da concorrência desleal estrangeira. No que se refere á  necessidade de mão de obra, a federação disponibiliza uma séria de serviços á s empresas para que elas capacitem mão de obra e retenham em seus quadros seus colaboradores.

Outro serviço disponibilizado pelo Senai que vai ao encontro das necessidades das empresas do setor químico e farmacêutico é a oferta de testes de laboratório. Segundo o diretor regional do Senai PR, Marco Secco, o Senai possui a maior rede privada de laboratórios do país. Na área físico-química, o laboratório localizado na Cidade Industrial de Curitiba (CIC) realiza mais de 30 mil ensaios por ano.

Para o empresário Sérgio Leopoldo, da AP Winner, localizada em Ponta Grossa, a reunião serviu, não só para identificar as demandas do setor, mas para conhecer mais sobre os serviços do Sistema Fiep e como utilizá-los. Na sua opinião, iniciativas como esta, em que o diálogo é direto entre empresa e federação, é o caminho para encampar as lutas do setor com mais força. Sozinhos não chegamos a lugar nenhum”, disse.

Soma

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *