Com a Lei do Motorista, fretes ficarão 30% mais caros
Documento da Cooper Aurora trás um comparativo dos impactos de transporte primário. Hoje uma viagem de Chapecó para Curitiba leva, em média, 19,5 horas, com o novo processo, a mesma viagem levará 25 horas. De Chapecó para São Paulo, a viagem dura 24 horas, passará para 48 horas. Para Recife, o tempo de viagem é de 4,5 dias, com o novo cenário passará 9,2 dias.
Colatto relata ainda o impacto financeiro com a adequação da Lei. Somente para adequação do transporte agropecuário, a cooperativa precisará colocar para cada veículo mais dois motoristas. Será preciso mais 243 motoristas com custo de R$ 4 mil/mês com salários mais encargosâ€, cita Colatto. O incremento custará R$ 972 mil/mês e o impacto anual de R$ 11.664.000 na conta de frete.
O parlamentar salienta que entre transporte primário mais agropecuário os impactos também são grandes. O custo do transporte nas duas categorias ultrapassa R$ 55 milhões. በum custo muito elevado. Para essa adequação será necessário o aumento no valor dos fretes e encargosâ€, cita. Já a Cooperalfa que opera com cereais, insumos e pecuária, trabalha com terceirização do transporte, já sente a necessidade de mais demanda de caminhões para fazer o mesmo serviço. Esse ônus vai ser repassado ao embarcador que, evidentemente, vai transferir o custo aos usuários dos serviçosâ€, diz o documento.
Entre as principais mudanças da Lei está a jornada de trabalho. Antes era liberada, agora passa a ser de no máximo oito horas trabalhadas com mais duas horas extraordináriasâ€, disse Colatto. Pela legislação, será considerado trabalho efetivo, o tempo que o motorista estiver á disposição do empregador, mesmo estando parado, excluído, neste caso, o intervalo para refeições e repouso. Colatto lamenta que a Lei não tenha beneficiado a infraestrutura dos motoristas. Hoje é difícil os motoristas encontrarem um local descente e seguro para tomar banho e passar a noite. Mas infelizmente, esse ponto não foi citado pela Leiâ€, concluiu Colatto.








