Investimento em inovação é prioridade para indústria eletroeletrônica do Paraná
O perfil industrial do setor elétrico e eletrônico do Paraná foi, apresentado na manhá desta quarta-feira (20), a empresários paranaenses, no Cietep, em Curitiba. O estudo realizado pela Associação Brasileira da Indústria Elétrico Eletrônica (Abinee), traça o tamanho exato e a personalidade das empresas instaladas no estado, que é um dos mais importantes polos industriais de eletroeletrônicos do Brasil.
Eu conversei com o presidente da Abinee no Paraná, álvaro Dias Júnior, e ele me disse, que o maior impacto deste estudo denominado Distribuição Espacial e Setorial da Indústria Elétrica e Eletrônica do Paraná 2010 – 2011, é a conscientização das 667 empresas paranaenses que precisam investir em inovação e em novos negócios. Segundo ele, a nossa indústria eletroeletrônica é mais uma montadora do que produtora, já que a maioria dos componentes utilizados é importado. De acordo com ele, é preciso fabricar produtos de maior valor agregado, e para que isso aconteça é necessário investir em pesquisa e inovação. Nós precisamos desenvolver produtos de maior valor agregado. Para que isso aconteça, é preciso profissionais capacitados. Infelizmente, o Brasil se descuidou da educação e o número de engenheiros e profissionais capacitados não são suficientes para atender a demandaâ€, salienta.
Outro problema citado pelo presidente da Abinee Paraná é que Curitiba tem um grande polo de software, mas de um tempo para cá, tem sido abandonado em termos de infraestrutura e isso de forma alguma poderia acontecer.
O estudo da Abinee mostra que o setor eletroeletrônico emprega no Paraná 34.624 trabalhadores, 504 postos a mais do que na pesquisa apresentada no ano passado. Embora Curitiba e região ainda sejam os maiores empregadores (com 24.543 trabalhadores), perderam 523 postos de trabalho em relação ao levantamento anterior. Já Pato Branco foi o município que mais cresceu em número de geração de empregos: passou de 1.606 postos de trabalho para 2.355, oriundos de 20 empresas.
As principais mesorregiões apresentaram o mesmo volume de vendas em relação ao último levantamento: 82,32% (capital e região), Sudoeste (8,37%) e Norte central (6,62%). De 2010 a 2011, o volume total de vendas cresceu de R$ 11.209.038 bilhões para R$ 11.938.746 bilhões, as exportações caíram de US$ 243.500 milhões para US$ 188.180.730 milhões e as importações aumentaram de US$ 1.207.000 bilhões para US$ 1.703.298 bilhões.
As 667 empresas do setor elétrico e eletrônico instaladas no Paraná representam os segmentos de automação industrial, componentes, equipamentos industriais, GTD (geração, transmissão e distribuição de energia elétrica), informática, material de instalação, telecomunicações e utilidades domésticas. 60% dos negócios são formados por pequenas e médias empresas.








