Setor do trigo se organiza no Paraná e elenca suas prioridades

A infraestrutura deficiente e a alta carga tributária foram os principais gargalos apontados pelos empresários e lideranças sindicais da cadeia do trigo, que inclui o setor de moagem, panificação, massas e biscoitos, durante a reunião do Fórum Setorial do Trigo, ocorrida na Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep). De acordo com o presidente da Fiep, Edson Campagnolo, a intenção da reunião é identificar os principais entraves ao desenvolvimento do setor e elencar as ações que devem ser tomadas pelo Sistema Fiep, pelos governos Estadual e Federal e pelos próprios empresários e sindicatos industriais. A intenção é que a gente perceba dentro da cadeia produtiva todas as dificuldades e potencialidades do setor”, afirmou.

Historicamente, o Paraná detém a maior produção nacional de trigo em grão. O estado também possui o maior parque moageiro do país, contando com 87 moinhos ativos. O número total de empresas da cadeia do trigo experimentou um crescimento de 64,2% nos últimos anos, passando de 2.880 empresas em 2002 para 4.729 em 2010. Estamos falando de um produto em que o Paraná é o principal player do país”, afirma o presidente do Sindicato da Indústria do Trigo do Estado do Paraná (Sinditrigo), Marcelo Vosnika, que durante a reunião assumiu a coordenação do Conselho Setorial dos Alimentos de Origem Vegetal da Fiep.

Outras demandas dos empresários se referem á  formação de mão-de-obra para o setor e capacitação dos empresários. Para enfrentar estas questões, o Senai vem atuando em diversas frentes. Foram criados mais de 30 cursos na área de panificação e cursos na área da moagem de trigo. Para atender as cidades mais afastadas dos grandes centros, existe uma unidade móvel, a Carreta da Panificação”, onde os cursos são realizados. Outras ações estão a caminho, como a construção de um moinho escola na região de Cascavel, programas de qualificação para padarias gourmet, serviços de análise laboratorial e apoio no acesso a editais de inovação no setor.

Também foi criada na Fiep a Cá¢mara Técnica Trigo Mais Paraná, que congrega, além de entidades empresariais, outros componentes da cadeia do trigo. O objetivo da cá¢mara é fortalecer o setor como um todo, tornando-se uma plataforma institucional para a defesa dos interesses desta cadeia produtiva.

Com uma estrutura horizontal, a cá¢mara reúne componentes do setor industrial, do setor agícola, entidades de financiamento á  produção e entidades representativas de classe, ficando sua coordenação a cargo da Fiep e do Sinditrigo. Nosso objetivo é estabelecer prioridades para pleitear políticas apropriadas para o trigo”, afirmou Campagnolo. Se unidos já é difícil, desunidos fica impossível”, completou o dirigente da Fiep.

Durante sua primeira reunião a Cá¢mara Técnica elencou três principais temas que devem ser encampados pelo bem do setor tritícola do Estado: Qualidade do trigo e nova classificação do cereal”; Produção de Trigo no Paraná X Moagem Industrial”, e Estímulo á  Produção de Trigo”

Participaram deste encontro representantes da Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (ACIPG), do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Companhia Nacional de Abastecimento (Conab); Embrapa Trigo, Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Instituto Agronômico do Paraná (    Iapar); Organização das cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar); Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab-PR); Sociedade Rural dos Campos Gerais (SRCG), além de empresários do setor de alimentos e do Sindicato das Panificadoras e Confeitarias dos Campos Gerais, do Sindicato da Indústria da Panificação e Confeitaria do Estado do Paraná (Sipcep), Sinditrigo e empresários do setor.

Soma

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