Empreendedores paranaenses saem da informalidade e buscam informação para se tornarem competitivos

A partir de uma ideia inovadora – criar um classificado virtual com foco em festas e casamentos – Michel Cadidé desenvolveu o site Perfeita Festa. Antes de iniciar o empreendimento na internet,porém, ele buscou atendimento na quarta edição da Semana do Empreendedor Individual, que acontece em Maringá e em cerca de 100 cidades do Paraná, para conquistar a formalização. “Estou com expectativas muito positivas e, agora, com a legalização, vou realizar com mais segurança o sonho de ter o próprio negócio”, afirma. Há oito anos trabalhando com vendas em e-commerce, Cadidé diz que seu objetivo é reunir em um único site o segmento de festas e casamentos. “Já fiz capacitações do Sebrae/PR e utilizei os conhecimentos para pesquisar o mercado e desenvolver o planejamento. O site está praticamente pronto e deve entrar no ar semana que vem”, comemora entusiasmado.

Cadidé é um dos centenas de empreendedores atendidos nesta semana, no Paraná, durante a programação da Semana do Empreendedor Individual. Iniciativa do Sebrae Nacional em todo o País, municípios paranaenses estão mobilizados desde segunda-feira, dia 2 de julho, com uma programação intensa de consultorias, orientações, palestras e atendimentos individuais. São inúmeros os casos de empreendedores formalizados e em processo de formalização, em busca de informação, para faturar mais.

Sirlei Ganzer, de Cascavel, no Oeste do estado, por exemplo, nunca imaginou que suas caixinhas de presentes, feitas com criatividade, de forma artesanal, precisavam de nota fiscal para ganhar a estrada. “Faço caixinhas há 13 anos e personalizo para quem pede algo especial. Virar empresa, ter CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Juídica), eu achava que era muito difícil, muito imposto para pagar. Achava que não era pra mim e ia deixando”, lembra a artesá. Sirlei trabalhou na informalidade até que suas caixas de embalagem chamaram a atenção da empresa na qual sua filha trabalha, do setor farmacêutico em São Paulo. “Minha filha mostrou alguns modelos e, para minha surpresa, eles autorizaram a compra. Mas, pra isso, esbarrei no problema de não ter nota fiscal. Fui atrás de informação e fiquei sabendo do Empreendedor Individual. Foi uma mistura de sorte com aproveitar uma oportunidade”, comemora.

Neste ano, Sirlei está para completar dois anos como empreendedora individual e diz que é apenas o começo. “Já dei o primeiro passo e vi que é possível. Quero continuar crescendo. Participo de todos os cursos que a Prefeitura e o Sebrae oferecem junto com as outras entidades que me ajudaram a formalizar. Hoje, além de ter nota, acesso aos cursos e melhorar meus produtos, gasto menos, pois compro direto dos meus fornecedores.”

A figura juídica do empreendedor individual também foi determinante para Edina Maria Fernandes idealizar seu primeiro negócio. Com a experiência de quem já trabalhou em vendas e setores administrativos de empresas e no ano da conclusão do superior em Administração, Edina se formalizou em fevereiro, depois de receber orientação no Sebrae/PR, em Pato Branco, no Sudoeste.

Formado em Automação Industrial, Daniel Lima, de Londrina, decidiu tornar-se o próprio patrão e formalizar seu negócio há um ano. Iniciou a empresa que presta assistência técnica em máquinas e equipamentos de forma tímida, com uma caixa de ferramentas. O negócio deu uma guinada quando começou a emitir nota fiscal, lembra o empreendedor como se fosse hoje. “Comecei a pegar serviços maiores e consegui fazer investimentos em maquinários”, destaca. A pequena empresa vai de vento em polpa e nos próximos meses de novembro e dezembro, Daniel Lima terá que migrar para a categoria de microempresa (com faturamento bruto anual de até R$ 360 mil), pois seu faturamento deve ultrapassar os limites da figura do empreendedor individual, que hoje é de R$ 60 mil reais ao ano.

Soma

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