Obras emergenciais e resgate do planejamento são prioridades para os portos paranaenses
Em sua apresentação, Dividino afirmou que sua gestão á frente da Appa tem o objetivo de resgatar o planejamento de longo prazo dos portos paranaenses. Estamos lutando para trazer de volta algo que tinha sido deixado de lado nos últimos anos, que é o planejamento. Para se ter uma ideia, estamos sem um Plano de Zoneamento desde 2002, e o que foi aprovado naquela época não foi devidamente cumpridoâ€, disse o superintendente.
Além disso, Dividino apontou uma série de obras de modernização e ampliação necessárias para garantir a plena operação dos portos no futuro. Segundo estudos da Appa, todas as obras demandariam um investimento total de R$ 2,8 bilhões, sendo que aproximadamente metade seria de recursos federais. Sabendo das dificuldades para obtenção de toda essa verba, o superintendente afirma que é preciso adotar soluções pragmáticasâ€, especialmente para resolver problemas emergenciais que afetam a operação dos portos.
Um deles é a questão da dragagem do Canal da Galheta, que dá acesso aos terminais. Para esta quarta-feira (11), está prevista a chegada de uma draga que iniciará os trabalhos, com o objetivo de possibilitar a profundidade prevista no projeto geométrico do canal. Vamos restabelecer essa condição nos próximos oito meses e teremos um novo cenário na parte de navegaçãoâ€, disse.
O superintendente anunciou também que deverá ser aberto em agosto um processo de licitação, no valor de R$ 76 milhões, para a remodelação e aumento da capacidade do Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá. Isso significa que, após a conclusão das obras, vamos ter um aumento de 33% na capacidade operacional do corredor, oferecendo performance e melhor nível de serviço aos clientesâ€, afirmou.








