Obras emergenciais e resgate do planejamento são prioridades para os portos paranaenses

Os planos de investimentos e de melhorias na operação dos portos paranaenses foram apresentados nesta segunda-feira (9) a representantes das principais entidades empresariais do Estado, durante reunião do Fórum Futuro 10 Paraná realizada na Federação das Indústrias do Paraná (Fiep). O superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Luiz Henrique Dividino, que assumiu o comando da autarquia em março, afirmou que sua gestão tem como objetivo traçar um planejamento de longo prazo e está aberta a contribuições do setor produtivo. Existe uma preocupação latente nos últimos anos em relação ao Porto de Paranaguá”, afirmou o presidente da Fiep, Edson Campagnolo. በum porto estratégico para o desenvolvimento do Paraná e que, de certa forma, estava prejudicando a economia do Estado, tanto nas exportações quanto nas importações. O superintendente da Appa, com muita propriedade, nos trouxe o que está acontecendo, aquilo que já foi feito e o que ainda está por fazer”, acrescentou.

Em sua apresentação, Dividino afirmou que sua gestão á  frente da Appa tem o objetivo de resgatar o planejamento de longo prazo dos portos paranaenses. Estamos lutando para trazer de volta algo que tinha sido deixado de lado nos últimos anos, que é o planejamento. Para se ter uma ideia, estamos sem um Plano de Zoneamento desde 2002, e o que foi aprovado naquela época não foi devidamente cumprido”, disse o superintendente.

Além disso, Dividino apontou uma série de obras de modernização e ampliação necessárias para garantir a plena operação dos portos no futuro. Segundo estudos da Appa, todas as obras demandariam um investimento total de R$ 2,8 bilhões, sendo que aproximadamente metade seria de recursos federais. Sabendo das dificuldades para obtenção de toda essa verba, o superintendente afirma que é preciso adotar soluções pragmáticas”, especialmente para resolver problemas emergenciais que afetam a operação dos portos.

Um deles é a questão da dragagem do Canal da Galheta, que dá acesso aos terminais. Para esta quarta-feira (11), está prevista a chegada de uma draga que iniciará os trabalhos, com o objetivo de possibilitar a profundidade prevista no projeto geométrico do canal. Vamos restabelecer essa condição nos próximos oito meses e teremos um novo cenário na parte de navegação”, disse.

O superintendente anunciou também que deverá ser aberto em agosto um processo de licitação, no valor de R$ 76 milhões, para a remodelação e aumento da capacidade do Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá. Isso significa que, após a conclusão das obras, vamos ter um aumento de 33% na capacidade operacional do corredor, oferecendo performance e melhor nível de serviço aos clientes”, afirmou.

Soma

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