Indústria do Paraná mantém liderança na geração de empregos
Apesar de registrar redução de 0,4% em horas pagas nesta base de comparação, a indústria do Estado ocupou o segundo posto no ranking nacional. O único desempenho positivo foi registrado por Minas Gerais (1%) e a média nacional caiu 2,5%.
O total de salários pagos pela indústria do Paraná cresceu 4,5% em setembro (já deduzida a inflação), em relação ao mesmo mês de 2011. O índice coloca o Estado na colocação nesse critério, atrás apenas do Rio de Janeiro (6,9%). Na média nacional, a massa salarial aumentou 1,4%. A performance favorável foi puxada pelos setores de máquinas e aparelhos elétricos, eletrônicos e de comunicações (31,2%), borracha e plástico (15,9%), produtos químicos (12,4%), refino de petróleo (11,9%), têxtil (10,0%), alimentos e bebidas (7,2%), minerais não metálicos (6,8%) e extração de minerais (5,8%).
Entre janeiro e setembro, a indústria estadual preservou a liderança em todos os aspectos apurados apurados pela pesquisa do IBGE. O pessoal empregado subiu 2,7%, contra declínio de 1,4% no País, e o rendimento dos salários cresceu 8,8%, enquanto na média brasileira o aumento foi de 3,2%. Em horas trabalhadas, o Paraná apresentou aumento de 1,4%, e o Brasil, recuo de 2,1%. Os ramos líderes de desempenho foram máquinas e aparelhos elétricos, meios de transporte, refino de petróleo e álcool, alimentos e bebidas, têxtil, produtos químicos, metalurgia e minerais não metálicos.
No indicador anual, que considera os 12 meses encerrados em setembro, as indústrias atuantes no Paraná também conquistaram a primeira colocação na classificação em trabalhadores ocupados. O índice paranaense ficou em 3,4%, diante da queda de 1,2% para o Brasil, influenciado pelos setores de máquinas e aparelhos elétricos, eletrônicos e de comunicações (33,7%), têxtil (10,8%), alimentos e bebidas (9,7%), metalurgia (8,1%), minerais não metálicos (7,7%), produtos químicos (6,4%) e meios de transporte (5,6%).
Em massa de renda de salários reais, o estado também ocupou o primeiro posto (9,4% contra 3% para o total nacional). As altas mais substanciais aconteceram em indústrias de máquinas e aparelhos elétricos, eletrônicos e de comunicações (40,9%), fumo (16,3%), alimentos de bebidas (13,8%), produtos químicos (12,7%), meios de transporte, (11,7%), outros produtos (11%) e têxtil (9,5%). Na variável horas pagas, com variação de 1%, versus contração de 2% para o País, o Paraná também liderou o quadro nacional.
Para o diretor-presidente do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), Gilmar Mendes Lourenço, as estatísticas confirmam o vigor do mercado de trabalho industrial no Estado. Esses resultados são consequência da operação ativa dos complexos fabris da agroindústria, metalmecá¢nica, petroquímica e construção civil, e da continuidade do clima positivo á efetivação de negócios no Paraná, produzido a partir do início de 2011, com a intensificação do diálogo e integração entre governo e setor privadoâ€, analisou Lourenço.
Ele lembrou que o Programa Paraná Competitivo já atraiu cerca de R$ 21 bilhões em projetos de investimentos industriais privados, multinacionais e nacionais, entre fevereiro de 2011 e outubro de 2012, com potencial de criação de mais de 115 mil postos de trabalho. Lourenço também observa que o Estado tem se beneficiado da geração de empregos mais qualificados. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, a indústria participou com 24,6% na criação de emprego formal no Paraná, entre janeiro e setembro deste ano, contra 16,3% no Brasil. Verifica-se a geração de vagas mais nobres e interiorizada no Paraná, pois 88,3% das oportunidades surgiram fora da Região Metropolitana de Curitibaâ€, comenta.








