Como as micro e pequenas empresas devem praticar preços justos e competitivos
A maioria dos micro e pequenos empresários tem dificuldade de precificar os preços dos seus produtos. Eu conversei com alguns consultores de empresas e eles me explicaram que existem pelo menos duas formas de se chegar a um preço de venda que seja justo e competitivo. A primeira forma é fazendo um cálculo com base nos custos e despesas da empresa. A segunda é definindo o preço de venda com base no mercado e nos clientes. Agora, o ideal mesmo, é fazer as duas coisas ao mesmo tempo, pois de nada adianta fazer o cálculo pelos custos se na hora de vender a mercadoria, o preço não ficar atrativo aos clientes. Por outro lado, não é correto estabelecer o preço com base apenas na concorrência sem saber se este valor será suficiente para arcar com os custos do negócio.
Para começar, o empresário deve entender qual é o sistema tributário que a sua empresa está enquadrada. As empresas que estão dentro do Simples não têm direito a qualquer tipo de crédito tributário. Quanto aos gastos, todas as empresas têm custos fixos e variáveis e isso deve ser calculado para entrar no valor do produto. Neste caso, o empresário deve criar uma tabela de custos baseada em quanto gasta com a empresa e com o produto. Assim, ele chegará a um valor que pode ser praticado.
Outro ponto fundamental é o empresário estar preparado para a reação dos concorrentes e consumidores quanto aos preços que está praticando. Se a opção for por nichos de qualidade com preços maiores, a cobrança dos clientes será maior e qualquer falha poderá ser fatal para a imagem da empresa.
Agora se a opção for pelos preços baixos, a empresa será combatida pelos concorrentes . Aí a tendência é que se criem guerras de preços, com redução de margens de lucro e aumento de capital de giro.








