Feira Internacional do Vinho Orgânico 2.0 é uma modalidade inovadora que busca expandir mercado

vinho orgânicoO vinho orgânico europeu é um dos produtos com maior potencialidade de importação e dentro da viticultura tem ganhado um grande terreno como produto diferenciado e de personalidade. Enquanto o vinho produzido dentro dos padrões industriais perde quotas de mercado, o crescimento das exportações do vinho orgânico vem subindo no mercado internacional. O produto tem uma vocação claramente exportadora, o vinho orgânico tem o seu grande público  na Inglaterra, Alemanha, Japão e Estados Unidos, mas países como China e outros do leste europeu já começam a consumi-lo e a ter um bom conhecimento de seu diferencial.

Visando ampliar o seu mercado, a FIVE, a Feira do Vinho Orgânico, organizada desde a Espanha lança a sua versão online. A primeira feira destas características a se fazer na rede acontecerá do 21 ao 30 de junho. Depois de três edições presenciais, da qual tem participado importadores de vinte países, a FIVE decidiu inovar na estratégia e diversificar o seu público. Neste encontro poderão se conhecer vinhos orgânicos da Espanha, França e Portugal, importantes produtores na Europa. A feira espera receber visitantes de várias partes do mundo e está de olho no mercado brasileiro onde este tipo de vinho começa a ser conhecido e apreciado.

Segundo os organizadores, o fato de não poder degustar o produto será compensada pela sua variedade e diversificação. O visitante poderá escolher o vinho por várias classificações: denominação de origem, região, tipo (tinto, rose, branco, espumosos) e as descrições de tipo de uva e forma de produção também estão detalhadas. Depois, o contato será realizado diretamente com o produtor. Podem participar importadores, compradores em geral e prescritores.

Na Europa o vinho orgânico está definido e legislado segundo a normativa europeia modificada no ano passado. Este tipo de vinho deve ser produzido com uvas que não foram tratadas com produtos sintéticos (inseticidas ou adubos) direta ou indiretamente. O processo de vinificação também possui algumas restrições. Não está autorizado o uso de determinados ácidos ou elementos de desulfuração ou processos externos de síntese, entre outros.

O consumo destes vinhos na Europa vem se dando por diversos fatores, sendo a consciência ambiental, uma delas. Além de ser um produto respeitoso com o meio ambiente, é possível encontrar uma grande variedade de sabores e formas de produção, algo cada vez mais difícil de encontrar no vinho convencional.

A Espanha é o maior produtor de vinho orgânico do mundo, segundo o Instituto Suíço de Pesquisa em Agricultura Orgânica (FIBL). O número de adegas orgânicas passou de 135 em 2001 a 456 em 2011, segundo dados do Ministério de Agricultura da Espanha. Embora a sua produção represente apenas 5% do total nacional, a quantidade de hectáres que produzem uvas ecológicas para a produção deste tipo de vinho vem aumentando, ao contrário da produção vitivinícola convencional, do total produzido, 80% da produção espanhola vai para a exportação.

A FIVE, que está organizada por AEN, a Associação de produtores orgânicos da Navarra (Espanha), mostrou na sua última feira presencial mais de 300 vinhos diferentes, alguns deles premiados em Bachus 2012, o concurso mais importante da  Espanha. As inscrições como visitante virtual são gratuitas.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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