Planos de saúde individuais podem estar com os dias contados
A cada ano que passa os planos de saúde individuais e familiares têm diminuído a sua participação no mercado e correm o sério risco de acabar devido aos seus altos custos. Nos últimos cinco anos, por exemplo, segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), enquanto os planos coletivos cresceram quase 32%, os individuais e familiares, que somam hoje cerca de 10 milhões de usuários, aumentaram apenas 9%. A justificativa para o grande impulso dos planos corporativos é atribuído ao aumento do nível de emprego. Agora o encolhimento do mercado familiar não se deve apenas à base de comparação com os coletivos. Os planos individuais ao mesmo tempo em que se tornam desinteressantes para as operadoras de saúde estão ficando caros demais para o consumidor.
Esta semana, alguns corretores de planos de saúde chegaram a informar que a maior operadora de saúde do País deixaria de atuar no segmento individual, já a partir dos próximos dias. A operadora não confirmou a informação, mas em nota destacou que está estudando uma renovação de sua oferta de produtos.
Alguns especialistas estão prevendo que os planos familiares e individuais têm fôlego para sobreviver até 2020, enquanto os planos coletivos suportariam seguir até 2028. Ainda segundo esses mesmos estudiosos, o mercado deve pensar em outros modelos para a saúde suplementar, caso contrário, o sistema se tornará tão caro que só poderá atender as classes A e B.
Também uma projeção feita pelo Idec mostra que ao longo do tempo a fatura do plano de saúde individual tende a se tornar insuportável para o orçamento. Segundo o estudo, mantendo o atual formato com reajuste acima da inflação e também por faixa etária, em 30 anos, o mesmo plano que consome hoje 7% da renda do usuário ampliaria esta participação para 73%. Ou seja, se tornaria inviável financeiramente.








