Vale-refeição ou restaurante empresarial:o que é melhor para os colaboradores?

vale refeiçãoNão é de hoje que as empresas sabem que um colaborador bem alimentado é mais motivado para produzir, além de não faltar ao trabalho devido a  problemas causados por fatores ligados à má alimentação. Mas há gestores de RH que se perguntam o que é melhor para garantir uma alimentação saudável aos seus profissionais: oferecer o vale-refeição ou investir em um restaurante empresarial?

Antes de tomar partido de qualquer das duas opções, é conveniente saber o que é cada produto e quais são as suas vantagens e objetivos. Vamos lá: o vale-refeição é um cartão com um valor pré-determinado oferecido pela empresa para que o colaborador almoce ou jante adequadamente. Entretanto, existem divergências entre colaboradores, especialistas em RH, nutricionistas empresariais e contadores sobre o real benefício do vale-refeição. Isso porque, ao ser concedido, o vale-refeição dá ao trabalhador o direito de escolher o estabelecimento onde vai realizar suas refeições e os alimentos que irá consumir. O colaborador tem, inclusive, a liberdade de não utilizar o vale para, assim, acumular créditos para serem consumidos aos finais de semana, por exemplo.

Essa é a maior crítica do advogado trabalhista Ailton Teixeira Motta, da Impaccto Consultoria Empresarial, que destaca as negociações que muitos colaboradores fazem do vale-refeição. “Há trabalhadores que vendem seus cartões para elevar a renda mensal, já que o benefício só pode ter 20% do seu valor descontado da folha de pagamento. Em contraponto, se alimentam de outras maneiras”, explica o advogado que atua na área tributária e contábil.

Do outro lado estão os restaurantes empresariais, normalmente operados pela terceirização de sua administração e que exigem infraestrutura dentro das instalações da empresa para a sua instalação. Com o objetivo parecido com o do vale-refeição, ou seja, fazer com que o colaborador faça as suas refeições regularmente, entre as vantagens do restaurante está a facilidade de acesso, já que se encontra dentro da empresa, a possibilidade de obter benefícios por meio do PAT – Programa de Alimentação do Trabalhador – e de facilidades fiscais com a dedução no Imposto de Renda. Outra vantagem é que, em médio prazo, o preço de uma refeição em um restaurante corporativo é cerca de 40% mais barato se comparado com o valor do vale-refeição. E o mercado vem entendendo esta lógica, pois segundo a Aberc – Associação Brasileira de Empresas de Refeições Coletivas – o faturamento aproximado de refeições coletivas saltou de R$ 10 bilhões em 2010 para mais de R$ 16 bilhões em 2013, contra R$ 11 bilhões das refeições por convênio neste mesmo ano.

Mas o grande diferencial frente ao vale-refeição deste tipo de instalação é a possibilidade de saber o que o trabalhador está consumindo. “No restaurante corporativo a empresa conta com o aval de profissionais especializados em Nutrição que realizam os planejamentos de cardápio que leva em consideração o perfil dos colaboradores de cada companhia. Além disso, são desenvolvidos programas específicos que incentivam o cuidado com a saúde”, conta Flávio Charles, diretor de vendas e marketing da Exal – Excelência em Alimentação, uma das cinco melhores empresas de alimentação corporativa segundo o Top of Mind de RH organizado pelo Grupo Estadão.

Com um cuidado mais específico com a alimentação, a opção dos restaurantes empresariais é mais eficiente na diminuição do absenteísmo, já que o colaborador não precisa sair da empresa para se alimentar, controle de carga horária, pois neste tipo de instalação é possível ter uma catraca que registra a entrada e a saída do trabalhador, além da diminuição de acidentes de trabalho causados por problemas durante o deslocamento e de evitar consumo de sanduíches, salgadinhos e bebidas alcoólicas. “Em comparação com o vale-refeição, o restaurante empresarial ainda contribui efetivamente para a saúde e o aumento da produtividade do trabalhador”, finaliza Flávio Charles.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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