Floricultura é um mercado promissor para empreender, mas que exige um bom gerenciamento de estoques

floriculturaO mercado para as floriculturas de uma forma geral é considerado bastante promissor, pois há uma demanda constante por flores durante todo o ano, com picos maiores em datas comemorativas. Entretanto, o ponto chave para o sucesso de uma floricultura é o gerenciamento dos estoques, uma vez que empresário estará trabalhando com um produto perecível.  A perda média gira em torno de 20% a 30%, e pode ser maior, variando em função do tipo de flor e do clima de onde são cultivadas.

Neste sentido, o florista deve aprender a planejar suas compras conforme o giro da mercadoria. O empresário também deve estar ciente de que esta atividade exigirá longos períodos de trabalho. E terá que acordar bem cedo para realizar as compras de mercadorias, geralmente feitas em entrepostos de abastecimento.

Na escolha da localização, o futuro florista deve estar atento a pontos de grande circulação de pessoas, ou regiões onde a concorrência é menor. Para isso, deve pesquisar quantas floriculturas existem no raio de um quilômetro de onde se pretende instalar o negócio. As proximidades de hospitais, maternidades e cemitérios costumam ser pontos interessantes, mas é preciso estar atento à concentração dos concorrentes.

Quanto  aos investimentos, de acordo com cálculos do Sebrae, R$ 30 mil são suficientes para abrir um pequeno negócio em imóvel alugado. Agora dependendo do porte da floricultura, o investimento poderá chegar a R$ 100 mil. E nesses valores não está incluída a compra de um veículo utilitário ou uma moto, que são ideais para fazer as entregas.

O futuro florista também deve ter em mente que precisa inovar. Para combater a sazonalidade do setor, muitos donos de floriculturas estão transformando suas lojas em verdadeiras boutiques, e partindo para a venda de arranjos agregados a presentes. Hoje, são comuns desde cestas de café da manhã com flores até arranjos mais sofisticados. Nessa estratégia, o florista pode lucrar com a venda dos produtos agregados. Outra ferramenta que muitos floristas estão utilizando é a de vender pela internet. Entretanto, esta alternativa requer maior conhecimento do negócio e também um bom suporte em termos de tecnologia.

A concorrência também é grande no setor. Eu fiz uma pesquisa e constatei que em todo o Paraná estão em atividades 749 floriculturas, sendo 244 em Curitiba.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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