HSBC lança dois fundos para investimento no exterior
O HSBC acaba de lançar dois fundos de investimento que aplicam recursos em renda fixa e variável em países emergentes e desenvolvidos. O HSBC Global Balanced pode investir 60% do patrimônio em renda fixa e 40% em renda variável, já o HSBC Global Dynamic pode destinar 20% do patrimônio para renda fixa e 80% para renda variável. Não é necessário abrir conta no exterior ou fazer remessa de recursos. Os fundos são destinados a investidores super qualificados que querem dirimir riscos e aumentar o retorno financeiro. A aplicação inicial é de R$ 1 milhão, a taxa máxima de administração é de 1,95% ao ano, as movimentações são feitas uma vez por semana e os resgates são realizados em 10 dias úteis, a tributação é de longo prazo. O retorno do investimento combina a variação de preço dos ativos investidos com a variação cambial entre o dólar e o real.
“A necessidade de diversificar investimentos aumentou com a baixa rentabilidade dos ativos locais. Há alguns anos, as aplicações no mercado nacional ofereciam retorno maior com menos risco e mais liquidez quando comparado com investimentos internacionais”, disse Gabriel Porzecanski, diretor de Private Bank do HSBC. Hoje, essa situação mudou. A taxa de juros real caiu de 20%, em 2004, para um patamar em torno de 2%, em 2013. Além do melhor retorno, uma das vantagens da diversificação no exterior é o menor risco quando comparado a um portfolio só com ativos locais.
O fundo HSBC Global Balanced investe 60% em renda fixa, sendo 30% em países desenvolvidos (maior exposição em dólar, euro, iene) e 30% em países emergentes (com maior exposição em América Latina e Leste Europeu). Os outros 40% são direcionados para ativos de renda variável divididos em 25% para ações de países desenvolvidos (carteira com benchmark no índice MSCI World e maior exposição em países como Estados Unidos, Japão e Reino Unido.
O fundo HSBC Global Dynamic investe 20% em renda fixa, sendo 10% em países desenvolvidos (maior exposição em dólar, euro, iene) e 10% em países emergentes (com maior exposição em América Latina e Leste Europeu). Os outros 80% são investidos em renda variável divididos em 50% para ações de países desenvolvidos (carteira com benchmark no índice MSCI World e maior exposição em países como Estados Unidos, Japão e Reino Unido). “As vantagens da alocação de parte do portfolio em ativos internacionais são o aumento do retorno potencial, devido à utilização de um maior universo de oportunidades, e uma melhor diversificação da carteira, que traz redução do risco”, disse Mario Felisberto, diretor de investimentos da HSBC Global Asset Management.
A área de private banking funciona em 40 países, administra cerca de US$ 400 bilhões em ativos e tem 6 000 profissionais qualificados. A HSBC Global Asset Management, que fará a gestão dos fundos, está em mais de 20 países, tem 600 especialistas e faz a gestão de US$ 430 bilhões em ativos.


