PEC da Terceirização regulamenta um dos setores que mais impulsiona economia brasileira

Adonai Aires de Arruda: "O setor do Asseio e Conservação paga o melhor piso salarial do Brasil".
Adonai Aires de Arruda: “O setor do Asseio e Conservação paga o melhor piso salarial do Brasil”.

Há muito que a terceirização de serviços é um fato para inúmeras empresas brasileiras e contribui para a redução dos índices de desemprego registrados nos últimos anos. O processo faz parte da organização produtiva de mais da metade das indústrias do País, segundo dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI). No Paraná, são mais de 4 mil empresas que usam esse perfil de mão de obra, segundo pesquisa da Associação Brasileira de Empresas de Serviços Terceirizáveis e Trabalho Temporário (Assertem). Os números tornam o Estado o segundo maior formador desse tipo de mão de obra em todo território nacional, atrás apenas de São Paulo.

Segundo Adonai Aires de Arruda, presidente da Holding Higi Serv, uma das maiores empresas desse segmento do Paraná, com cerca de 6 mil funcionários, a terceirização é uma tendência mundial. Para ele, esse processo é irreversível e só tem a contribuir para o fortalecimento da economia brasileira. Por isso mesmo, o empresário é um dos que defendem que a atividade seja feita com responsabilidade e segurança jurídica para garantir os direitos de trabalhadores e empregadores. “É necessária a regulamentação com urgência”, defendeu.

Essa regulamentação jurídica defendida por Adonai Arruda é o que propõe o Projeto de Lei 4330/2004, a conhecida PEC da Terceirização. Várias entidades de classe em todo Brasil já se manifestaram e estão unindo forças para a aprovação do projeto que permite a prática da terceirização de serviços em empresas e órgãos públicos. E os motivos para esta união de forças são bem claros: os dados da Assertem apontam que só na região Sul as empresas que terceirizam serviços foram responsáveis pela geração de mais de 1,4 milhão de empregos formais durante 2011 e 2012. Esses trabalhadores receberam uma média salarial mensal de R$ 1.122.

“No Paraná os trabalhadores de empresas que terceirizam serviços são beneficiados com excelentes convenções coletivas. O setor do Asseio e Conservação paga o melhor piso salarial do Brasil”, reforçou o empresário. Segundo a CNI, 46% das empresas estabelecidas no Brasil teriam redução de competitividade caso não terceirizassem alguns dos seus serviços.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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