Siscoserv ainda gera dúvidas em empresários

SiscoservO Siscoserv, sistema criado pelo governo brasileiro para controlar as operações e serviços prestados no exterior ou para estrangeiros, ainda gera dúvidas em empresários. Gradativamente, de agosto de 2012 a 1º de outubro de 2013, as companhias estão sendo obrigadas a se adequar sob pena de multa. Embora o prazo para o cumprimento esteja próximo do fim, boa parte das empresas tem dificuldade para se adequar à legislação. Por isso, a TOTVS está promovendo eventos para apresentar as principais consequências da mudança.

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), o Sistema Integrado de Comércio Exterior de Serviços, Intangíveis e Outras Operações que Produzam Variações no Patrimônio (Siscoserv) foi desenvolvido como ferramenta para aprimoramento “das ações de estímulo, formação, acompanhamento e aferição das políticas públicas” do setor. Apesar disso, haverá fiscalização da Receita Federal e, em caso de descumprimento, as empresas estarão sujeitas a penalidades. As multas variam de R$ 500 a R$ 1,5 mil mensais por registro no sistema e, no caso de informação omitida, inexata ou incompleta, pode atingir até 0,2% do valor das transações.

“A necessidade de se registrar no sistema está relacionada à contratação de serviços no exterior por residentes e domiciliados no Brasil”, explica a palestrante e advogada especialista em Direito Internacional, Dra. Luane de Mello Tavares, do escritório Martinelli Advocacia Empresarial. “Não se trata só de um registro no sistema, trata-se de fazer valer todas as informações repassadas à Receita Federal”, ressalta. Pessoas Jurídicas prestam esclarecimentos independentemente do valor do negócio, enquanto as pessoas físicas só o fazem em caso de serviço superior a US$ 20 mil mensais.

Por se tratar de um formulário online para descrever os serviços prestados no exterior ou para estrangeiros, o sistema não permite gerar relatórios das informações. Por isso, na opinião do especialista em Comércio Exterior Rodrigo Mendes, da Trade-Easy – companhia parceria da TOTVS e especializada em soluções para o setor -, a gestão do processo será fundamental. “Desenvolvemos software para controle dos registros, permitindo o levantamento de informações”, afirma Mendes. A ferramenta automatiza registros, retificações, aditivos e cancelamentos no Siscoserv, integrado ao sistema de gestão da companhia.

Maria Helena Inssa, do setor de Importação e Exportação da General Mechanical Equipments (GME), de São José dos Pinhais, afirma que, embora a companhia esteja estudando o sistema desde o ano passado, ainda tem dúvidas. “São muitas interpretações e cada serviço é classificado de uma maneira. Há, também, questionamentos em relação a serviços contratados por empresas nacionais que também atuam no exterior”, diz. Em sua avaliação, a ferramenta aumenta o controle do governo, além de um incentivo à transparência. “Isso vai exigir uma mudança de cultura por parte das empresas”, analisa.

Para Luciano Ribeiro da Silva, do setor de Tecnologia da Informação da Braspine Madeiras, de Jaguariaiva, por se tratar de uma nova norma, ela surge como um desafio para as companhias, pois vai envolver a geração de processos em todos os setores da empresa. “As empresas terão que encontrar meios para controlar essas informações, já que, pelo site do governo, não será possível consultar”, avalia. “Há necessidade da criação de processos internos para evitar as multas, que são pesadas”.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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