Congresso da CNI mostra impactos da inovação na cadeia produtiva

Robson Braga de Andrade
Robson Braga de Andrade

Os processos inovadores adotados por 22 empresas de grande porte com atuação no Brasil serão apresentados no 5º Congresso Brasileiro de Inovação na Indústria. Organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o evento ocorrerá em 3 de setembro,  no Centro de Convenções do WTC Sheraton,  em São Paulo, e terá a presença de mais de 600 empresários e diretores das maiores empresas do país. Indústrias de diferentes segmentos produtivos  apresentarão suas metodologias inovadoras, os impactos das inovações para o mercado e para o consumidor, os principais gargalos enfrentados e as lições aprendidas com o processo.

O objetivo da CNI é desmitificar o tema e mostrar que há diferentes formas de inovar e que as práticas inovadoras podem ser adotadas por empresas de qualquer porte. “As empresas têm percebido que sem inovação não vão conseguir sobreviver a médio e longo prazos. E ela acontece no dia a dia. Não se pode atingi-la simplesmente com experiências de laboratório. O 5º Congresso busca mostrar que ninguém inova sozinho. Quando uma empresa inova, ela movimenta toda a cadeia produtiva. Por isso, inovação se faz com parcerias, com conexões”, afirma o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade.

Realizado em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micros e Pequenas Empresas (Sebrae), o congresso discutirá educação e empreendedorismo, tecnologia e inovação, oportunidades do Brasil e inserção competitiva de pequenos negócios na cadeia de valor de grandes empresas. Além do presidente da CNI, estão confirmadas as presenças do presidente do Sebrae, Luiz Barretto; do presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho; do presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), Glauco Arbix; do ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp.  Entre os palestrantes está David Krakauer, da Universit of Wisconsin-Madison, que falará sobre A ciência da criatividade: instituições de pesquisa, tecnologia democrática e revolução educacional.

A  5ª edição do Congresso se concentrará na  apresentação de resultados, enquanto os quatro anteriores se caracterizaram pelo acompanhamento e pelas propostas  de políticas públicas e mobilização das empresas. Para mostrar os resultados da inovação na prática, a CNI fez uma radiografia do dia a dia de 22 grandes empresas.  O trabalho inédito, intitulado Inovação em Cadeia de Valor – 22 Casos,  aponta que há diferentes formas de inovar e os impactos decorrentes dos procedimentos adotados.

As 22 experiências exemplificam como a inovação ajudou a abrir ou consolidar mercados, reduzir custos, criar e fortalecer competências internas, além de valorizar a sustentabilidade.  Nos relatos,  há  exemplos de inovações que resultam na criação de um produto, na redução de custos, na geração de um modelo de gestão ou na reorganização social de uma comunidade. Todos têm em comum  o envolvimento de outros atores no processo, como  empresas, instituições de financiamento, de universidades e clientes.

As empresas que contam seus processos inovadores no projeto da CNI são 3M, Altus, Basf, Bosch, Braskem, Camargo Corrêa, CPFL, Cristalia, Embraer, Fiat, Ford, GE, IBM, Johnson & Johnson, Klabin, Marcopolo, Microsoft, Natura, Oxiteno, Petrobras, Siemens, ThyssenKrupp.

O projeto inovação em cadeias de valor surgiu durante uma reunião da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), movimento coordenado pela CNI para colocar a inovação no centro da estratégia das empresas brasileiras.  Em 2013 a MEI está completando quatro anos. Fundada em 2009, a Mobilização foi decisiva para mudar a forma como a inovação é discutida no país. Nos últimos quatro anos,  o setor privado passou a tratar inovação como uma agenda privada, algo presente no dia a dia das empresas, e não apenas em laboratórios e na academia.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 52 anos na área de jornalismo, sendo 50 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Há 25 anos é professora titular do curso de Jornalismo da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 19 anos de blog, mais de 50 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 21 prêmios, com destaque para Embrapa Floresta (Menção Honrosa em 2025); VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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