Pequenas e médias empresas veem a inovação como fundamental para a melhora da competitividade

Pesquisa da Oxford Economics, encomendada pela SAP AG  mostra que as pequenas e médias empresas (PMEs) em todo o mundo estão se preparando para enfrentar a crescente concorrência internacional ao adotar novas tecnologias para reduzir custos e ganhar mais eficiência. A pesquisa foi realizada com 2.100 executivos de PMEs em 21 países – entre eles o Brasil. Como referência, a Oxford Business considerou como pequenas e médias empresas aquelas com receita anual entre US$ 20 milhões e US$ 750 milhões.

Segundo o levantamento, os pequenos e médios empresários acreditam que estão preparados para competir com grandes companhias e que possuem algumas vantagens sobre elas. Os resultados derrubam alguns estereótipos do mercado de que empresas com menor porte são, em grande parte, tecnofóbicas. A conclusão geral do estudo é que PMEs bem-sucedidas estão indo além de seu mercado doméstico para acelerar o crescimento. E, ao fazê-lo, enfrentam a concorrência feroz de grandes corporações multinacionais e clientes mais fortalecidos em novos mercados.

Outros importantes resultados da pesquisa incluem:

• As PMEs devem crescer fora de seus mercados internos e, ao mesmo tempo, enfrentar a crescente concorrência global “em casa”. Segundo a pesquisa, 15% dos entrevistados já fazem negócios em seis ou mais países, um número que deverá subir para 35% em três anos, com base nas respostas da pesquisa. Mais do que um quarto dos entrevistados cita a crescente concorrência global entre as três principais tendências que afetam seus negócios hoje. Quase 60% dizem que a concorrência de empresas de outros países aumentou substancialmente nos últimos dois anos. E 59% afirmam que, em comparação com o passado, agora, estão competindo mais com empresas de maior porte. A América Latina se transformou em um mercado bastante atraente, obrigando, mais do que nunca, as empresas instaladas dentro da região a enfrentar o desafio de manter sua participação no mercado e vantagem competitiva frente à oferta estrangeira.

• As PMEs estão firmando parcerias ao redor do mundo. Mais da metade dos entrevistados afirmaram estar formando cada vez mais parcerias com fornecedores de outros países. Quase 40% das PMEs citam que a formação de alianças e parcerias estratégicas é um importante desafio à medida que estão remodelando suas empresas para o mercado global. A computação em nuvem e as mídias sociais são vistas como importantes facilitadores.

• As PMEs reconhecem que devem fazer uma transformação dos negócios para competir. Dois terços de todas as empresas entrevistadas estão em algum estágio de processo de transformação (prestes a começar, em andamento ou recentemente concluído) para realizar mudanças significativas nos modelos de negócios, tecnologia e ofertas de produtos e serviços.

• A tecnologia é prioridade para as PMEs e um importante elemento de transformação. Investir em novas tecnologias é uma prioridade estratégica à medida que as PMEs remodelam seus negócios para o mercado global, incluindo software de gestão empresarial, análise de dados, mobilidade, mídias sociais e computação em nuvem. Quase dois terços dos entrevistados acreditam fortemente que tecnologia ajuda a conquistar longevidade e crescimento sustentável. Em geral, 35% dos executivos se identificam como usuários precoces (early adopters) e o número cresce para 47% nas empresas norte-americanas. A concorrência mundial continuará aumentando durante os próximos três anos. Dentre deste contexto, a reformulação dos modelos de negócio, produtos e das estratégias de entrada no mercado são fundamentais para a competitividade. O consenso é que isso só pode ser alcançado por meio do uso de novas tecnologias.

• A tecnologia inovadora é importante para ajudar o crescimento. Mais de um terço dos entrevistados cita a criação de uma cultura de inovação como uma grande prioridade em seus esforços de transformação. 55% dos mercados emergentes (Brasil, Chile, China, Colômbia, República Checa, Hungria, Índia, México, Rússia e África do Sul) e 58% das empresas latino-americanas dão grande ênfase para a inovação. Empresas de mercados emergentes também são mais propensas (54%) a esperar que o crescimento seja conduzido pela oferta de novos produtos e serviços do que aquelas em mercados desenvolvidos (43%). A mobilidade é a principal tecnologia indutora de vantagem competitiva para as PMEs, bem como uma importante facilitadora da inovação. Os entrevistados citam a inovação avançada como o maior benefício da adoção da mobilidade.

• Novas tecnologias. A computação em nuvem terá um crescimento de 22% na região da América Latina, com aceitação mais acelerada (31%) dentro do mercado de serviços profissionais e bom desempenho no comércio atacadista. As soluções analíticas tiveram aumento de 20%, com picos de 30% no segmento de bens de consumo. Na área de mobilidade, 47% dos entrevistados esperam que a tecnologia seja usada pela empresa em três anos, ao mesmo tempo em que haverá aumento de 12% no uso das redes sociais com fins corporativos. Aproximadamente a metade (47%) já utiliza algum tipo de solução de gestão de negócios.

“A pesquisa mostra que as pequenas e médias empresas do mundo estão fazendo mudanças significativas nos seus modelos de negócio, produtos e estratégias de entrada no mercado. Outra constatação é que, assim como as grandes corporações, também encaram a tecnologia como um investimento para melhorar os processos e aumentar a eficiência operacional”, destaca Debra D’Agostino, diretora editorial da Oxford Economics.

“As pequenas e médias empresas da América Latina têm enormes oportunidades para crescer e se diversificar, mas precisam contar com ferramentas tecnológicas sólidas, poderosas e inovadoras para elevar a competitividade, levando em consideração que a concorrência vem das mais diferentes partes do planeta”, acrescenta Claudia Boeri, diretora de Ecossistema e Canais da SAP para a América Latina.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 52 anos na área de jornalismo, sendo 50 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Há 25 anos é professora titular do curso de Jornalismo da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 19 anos de blog, mais de 50 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 21 prêmios, com destaque para Embrapa Floresta (Menção Honrosa em 2025); VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *