Lojas e casas de ruas na região central estão entre os imóveis mais difíceis de se encontrar em Curitiba

aluguel - lojaA oferta de imóveis usados para a venda tem se mantido em Curitiba, em torno de 20,5 mil unidades por mês (residencial, comercial e terrenos). Já o montante de imóveis ofertados para locação, residencial e comercial, registrou alta de 25% nos últimos 12 meses (9.980 unidades), embora com queda se comparado a junho, em que mais de 10 mil unidades foram colocadas para locação. Os dados são do Instituto Paranaense de Pesquisa e Desenvolvimento do Mercado Imobiliário e Condominial (Inpespar) e a amostra é via anúncio em sites. Mesmo com uma oferta aquecida, o mercado aponta a carência de alguns imóveis e confirma a tendência: o avanço da verticalização, com mais força na região central, e a raridade das casas de rua.

A gerente da Senzala Imóveis, Augusta Coutinho Loch, define o perfil dos imóveis mais difíceis de encontrar na capital paranaense atualmente. Na área de vendas, a maior carência é de lojas, com qualquer tamanho, situadas na região central (especialmente próximo ao calçadão da XV). Para locação, a dificuldade está em encontrar casas residenciais de rua, com no máximo 100 metros quadrados, no entorno do centro, com dois ou três dormitórios, duas ou mais vagas de garagem e valor de aluguel até R$ 1.000,00.

“A procura pelas lojas é grande porque o rendimento é garantido e mais alto do que a média de mercado. No caso da locação, só existem residências maiores e, portanto, com valor de aluguel maior”, explica Augusta. Estima-se que o rendimento de uma locação residencial varia entre 0,5% e 0,6% do valor do imóvel, enquanto no imóvel comercial, dependendo do local, a média seja de 0,7% a 0,8% do preço do bem.

Considerando esse cenário, as imobiliárias estão investindo na angariação ou captação de imóveis. A atividade envolve a procura, a descoberta e a formalização da entrada de novos imóveis na carteira de ofertas da empresa. Ela pode ser feita de forma ativa ou receptiva. Na primeira, o corretor de imóveis entra em contato diretamente com o proprietário do imóvel, por meio de material de divulgação por ele usado ou mediante a indicação por seus atuais clientes ou pessoas de seu relacionamento. Na segunda, é o proprietário que entra em contato com a imobiliária ou corretor de imóveis.

A tecnologia tem ajudado empresas e profissionais nessa tarefa. A Senzala Imóveis criou uma área em seu site chamada “Encomende seu imóvel”. O cliente preenche um formulário com as informações do imóvel que deseja e a imobiliária faz a busca. As opções são enviadas por e-mail, com foto, e a pessoa decide quais delas quer visitar. “Criamos esse canal porque percebemos que, cada vez menos, o cliente tem disponibilidade para fazer essa busca. Isso acabou se tornando um diferencial para a empresa”, comenta Augusta. A imobiliária também usa newsletter (informativo eletrônico) e as redes sociais, principalmente o Facebook, para divulgar o perfil do imóvel procurado.

A gerente da Senzala Imóveis diz que a ação tem gerado resultado. “Isso tem trazido diversos benefícios para as partes envolvidas na intermediação, sendo, sem dúvida, a otimização do tempo o maior deles. Para o proprietário, gera rapidez na venda ou locação, o que significa a redução de custos por conta de o imóvel ficar desocupado. Para o inquilino ou comprador, favorece o acesso a uma gama maior de imóveis dentro do perfil que deseja. Ainda que o imóvel captado não seja escolhido pelo cliente, ele pode atender um outro comprador ou inquilino, o que ajuda no trabalho da imobiliária”, analisa.

No mercado paranaense, a exclusividade é requisito para a angariação ou captação do imóvel conforme determinação do Conselho Regional de Corretores de Imoveis (Creci). “Essa é uma exigência importante para evitar que o mesmo imóvel seja anunciado com preço e informações diferentes entre as empresas o que dificultaria a venda ou locação. Também é uma garantia de que o investimento que a imobiliária faz vai ter retorno”, opina Augusta.

Outro importante aspecto analisado na hora da venda do bem é a documentação referente ao imóvel, como matrícula e certidão do IPTU, além das certidões pessoais como Receita Estadual, Federal, Ministério do Trabalho e distribuidores. Na locação, verifica-se a incidência de débitos referentes ao pagamento do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), se o condomínio está em dia (quando existir) e é feita a análise da matrícula do imóvel pra verificar se o proprietário é realmente a pessoa que está deixando o imóvel pra locação na imobiliária. Também é conferido se a documentação está de acordo com o bem avaliado in loco.

O estado de conservação do bem também pesa na escolha de um imóvel para angariação. “Ele deve estar em ordem, limpo e, de preferência, pintado. Essas são exigências mínimas para qualquer imóvel que vai ser locado ou vendido”, enfatiza Augusta.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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