Pesquisa mostra que Paraná é o melhor estado para micro e pequenas empresas

O Paraná é o melhor estado para a instalação e operação de micro e pequenas empresas. É o que aponta um levantamento feito pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) que avaliou a carga tributária para o setor no país. Segundo o estudo, o Paraná é único estado que possui uma alíquota inferior ao do Simples Nacional. A alíquota média nacional é de 5,5 % e no Paraná o recolhimento, em média, é de 4,6 % do faturamento da empresa. O Simples engloba sete tributos entre eles o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), Imposto sobre Serviços (ISS) e a Cofins.

A política tributária adotada no Paraná beneficia 98% das empresas do estado, que representam 500 mil estabelecimentos e geram mais de 1,1 milhão de empregos. Hoje, aproximadamente 200 mil micro e pequenas empresas estão isentas do recolhimento de impostos estaduais. “Temos nos preocupado não apenas com grandes investimentos, mas também com os empreendimentos menores, dando oportunidade para que empresas já instaladas no Paraná, que geram empregos, possam ampliar a produção com benefícios do Estado”, destacou o governador Beto Richa. Richa ressalta que a política tributária do Paraná é justa, eficiente e adequada às necessidades dos empresários. “Hoje o Paraná possui, sem dúvida alguma, o melhor ambiente para negócios do país. Isso é reflexo de um governo pautado no diálogo e no bom relacionamento com a iniciativa privada”, afirmou.

O governador destaca ainda o programa Paraná Competitivo, que assegura diversos benefícios às empresas que investem no estado. “Consolidamos em pouco mais de dois anos e meio R$ 25 bilhões em novos investimentos que estão gerando 150 mil empregos. Vivemos o maior ciclo de industrialização da história do estado”. A pesquisa CNI/Sebrae aponta também as três principais razões para o Paraná ter conquistado o primeiro lugar. A primeira delas é a isenção de ICMS para as empresas com faturamento até R$ 540 mil em 12 meses, e redução das alíquotas para aquelas com receita bruta entre R$ 540 mil e R$ 3,6 milhões em 12 meses.

Outro fator é que no Paraná não há equalização de alíquotas nas operações de compras interestaduais de matérias-primas ou de mercadorias para revenda. Para completar, a substituição tributária do ICMS vale apenas para produtos com convênio nacional e o imposto que seria devido por todos os elos ao longo da cadeia é concentrado numa única etapa.

O secretário estadual da Fazenda, Luiz Carlos Hauly, disse que o resultado da pesquisa reforça a importância da política determinada pelo governador Beto Richa para aliviar o peso da carga tributária para o pequeno empreendedor, promover a geração de empregos e renda no Estado. “A pesquisa mostra que nos tornamos um Estado competitivo”, disse.

O levantamento analisou seis setores da indústria (calçados, laticínios, móveis, panificação, material, cerâmico e vestuário), seis do comércio (autopeças, farmácia, material de construção, mercearia, restaurante e vestuário) e um de serviços (educação infantil). O Paraná lidera 20 dos 24 rankings.

O secretário da Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul Ricardo Barros acrescenta que além de contar com a melhor política tributária do país, os empreendedores paranaenses tem o suporte do programa Bom Negócio Paraná que alia qualificação gerencial gratuita e facilidades em financiamentos junto ao Banco do Empreendedor, ligado a Fomento Paraná.

O Paraná conta também com a atuação regional do Fórum das Micro e Pequenas Empresas do Estado do Paraná (Fopeme). O órgão paranaense é um dos pioneiros no País, considerado referência nacional e nos últimos dois anos liderou debates e discussões sobre legislação, tributação, crédito, capacitação de mão de obra, exportação e desburocratização.

O secretário de Estado da Fazenda, Luiz Carlos Hauly, afirmou que o resultado da pesquisa CNI/Sebrae mostra que em decorrência de legislação estadual, a redução da alíquota para as pequenas empresas no Paraná é ainda maior que a prevista pela Lei Geral, da qual foi relator no Congresso Nacional. “Para uma empresa que fatura entre R$ 360 mil e R$ 540 mil o ICMS a ser recolhido é de 2,33%. No Paraná, a alíquota é de 0,67%”, exemplifica Hauly. “O estudo desenvolvido pelas duas entidades já era de conhecimento do Governo do Estado”, diz o secretário.

Hauly destaca que, das 300 mil empresas ativas no Estado, 250 mil são micro e pequenos empreendimentos inscritos no Simples Nacional. Desses, 200 mil estão isentos do recolhimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) por se enquadrarem na faixa de faturamento de até R$ 360 mil por ano. “Se todas essas 250 mil micro e pequenas empresas recolhessem o ICMS, a arrecadação seria de R$ 2 bilhões por ano; pela Lei Geral, o total cairia para R$ 1 bilhão. Com os benefícios previstos pela Lei Estadual de Micro e Pequenas Empresas, o imposto cai para R$ 500 milhões por ano”, explica Hauly.

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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