Shopping no Atuba vai privilegiar a sustentabilidade e terá vagas verdes
O Shopping Atuba, empreendimento da Mendocino Participações e Investimentos que será construído na Região Norte de Curitiba, vai disponibilizar vagas verdes para a recarga de carros e bicicletas elétricas. Segundo o diretor da empresa, Félix Strobel Júnior, esse é apenas um dos itens que compõem o conceito de sustentabilidade do empreendimento imobiliário, que terá mais de 55 mil metros quadrados e está sendo projetado pela Bacoccini Arquitetura. “Nós entendemos que isso é uma tendência. Todos os empreendedores devem contribuir para, à medida do possível, reduzir os impactos da atividade econômica no meio ambiente. Estamos procurando minimizar essa situação escolhendo as melhores técnicas construtivas, bem como as práticas mais eficientes para manutenção e operação do centro de compras e lazer. Curitiba já tem um viés de sustentabilidade e nós queremos que o shopping tenha a cara da cidade”, ressalta Félix.
Num primeiro momento, do total de vagas de estacionamento do shopping, aproximadamente 8% serão destinadas aos veículos elétricos. Ao todo, serão entre 80 e 100 áreas para recarga, destas, 40 a 50 serão para automóveis e o restante para bicicletas. O empresário diz que como não há um referencial para o estabelecimento da quantidade de vagas – nem mesmo nos Estados Unidos e na Europa, países em que é mais comum o uso de carros e bicicletas elétricas –, bem como pelo fato da produção dos automóveis nessa modalidade ainda ser incipiente no país, usou-se como referência o percentual de vagas para idosos e para pessoas com deficiência, conforme o exigido por lei.
“Essas vagas especiais serão instaladas conforme a demanda porque hoje nós ainda não temos carros elétricos no mercado. O crescimento vai depender muito das fábricas disponibilizarem no Brasil modelos elétricos ou híbridos. Vamos deixar esses espaços com a infraestrutura preparada e, à medida que houver um aumento da demanda, proporcionalmente será ampliado o número de tomadas”, informa Félix.
A cobrança da energia elétrica utilizada será pelo meio tradicional de parquímetro. O usuário vai definir a carga que quer colocar no veículo e depositar o valor correspondente. Serão duas opções de recarga: rápida (de 30 minutos a duas horas) e prolongada (de quatro a seis horas para tomadas 220V e de oito a dez horas para tomadas 110V). Para realizar a operação, basta ligar o plugue do veículo à tomada instalada na vaga especial. Em relação a valores de recarga, segundo estimativas do Departamento de Energia dos Estados Unidos, um carro elétrico consegue rodar 70 quilômetros com 1 dólar de eletricidade, cerca de 1,4 centavos de dólar por quilômetro.
As soluções para diminuir o impacto do empreendimento imobiliário no meio ambiente não param por aí. O Shopping Atuba será construído em estrutura pré-moldada, que gera uma economia em fôrmas de madeira, resultando em menos resíduos no canteiro de obras. “Também vamos usar a iluminação natural o máximo possível, otimizar o desempenho do sistema de ar condicionado, assim como privilegiar o uso lâmpadas de Led. Serão usados materiais de reflorestamento certificados e instalado o sistema de reaproveitamento da água da chuva”, cita o diretor da Mendocino, Félix Strobel Júnior.
A destinação do lixo vai receber atenção redobrada. O centro de compras e lazer está sendo projetado para realizar a pré-reciclagem dos resíduos. Os próprios materiais orgânicos serão separados para compostagem. O material resultante do processo poderá ser usado para manutenção das praças e jardins do próprio shopping. “Foi feito um estudo específico para isso, independente da exigência do órgão público para aprovação do projeto. Não se trata de uma determinação legal, mas de uma proposta nossa para que haja um controle rigoroso da geração e destinação do lixo”, observa Félix.
O empreendimento terá áreas ao ar livre para interação com a natureza, compreendendo lounge e praça com vista para a Serra do Mar. O conceito de Eco Construção também será aplicado na relação do edifício com o seu entorno, como por exemplo, na opção pela compra de materiais de empresas próximas ao local do shopping, gerando menos custo ambiental de transporte. No paisagismo, a opção será por espécies nativas, já adaptadas ao clima local.
O próprio stand de relacionamento do shopping, em funcionamento no local em que será construído o empreendimento, reforça o conceito de sustentabilidade. A edificação é feita de contêineres que anteriormente foram usados para o transporte marítimo. Além disso, o tapume usado para cercar o terreno é de placas metálicas, o que não exige a troca e pode ser reciclado ao final da obra.
Segundo o empresário, a adoção de alternativas sustentáveis não deve priorizar apenas o custo. “É muito difícil dizer o que é e o que não é custo. Esse custo pode representar outro ganho. Essa conta não deve ser feita estritamente em função da despesa, mas também incluir o benefício gerado, especialmente para a sociedade”, opina Félix.








