Brasileiros pretendem gastar menos com as compras de Natal

vendas de NatalQuarenta por cento dos brasileiros pretendem gastar menos com as compras de fim de ano em comparação com 2012. Outros 34% devem gastar o mesmo, e só 11% dizem que os gastos serão superiores aos do ano passado. Nove por cento afirmaram, espontaneamente, que não fazem ou não farão compras para as festas de fim de ano.  As informações são da pesquisa Retratos da Sociedade Brasileira – Intenção de Compras, que a Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou nesta sexta-feira (22).

A disposição para gastar mais com as festas de fim de ano é maior entre as pessoas com renda familiar entre cinco e dez salários mínimos. Nessa faixa de renda, 14% pretendem gastar mais do que em 2012 com as compras para as festas de fim de ano. O percentual cai para 9% entre os que têm renda familiar de até um salário mínimo.

O gerente executivo da Unidade de Pesquisa da CNI, Renato da Fonseca, avalia que a redução dos gastos com as compras é resultado das dificuldades econômicas enfrentadas pela população.  “Mais da metade dos entrevistados disseram que a situação econômica pessoal é regular ou ruim. Há ainda um maior endividamento da população e crescimento da inflação”, analisa Fonseca.

Conforme a pesquisa, 43% dos brasileiros disseram que a situação econômica pessoal é regular, 14% acham que é ruim ou péssima.  Os entrevistados também apontaram, em uma lista de sete opções, os fatores determinantes para a decisão do valor a ser gasto com as compras.  Segundo 28% dos entrevistados, a inflação é o principal item considerado na hora da decisão pelas compras do mês. Em seguida, vem a renda pessoal (22%) e a renda familiar (15%).

A pesquisa revela ainda que 24% da população está mais endividada do que há três meses. A maior parte das dívidas (59%) foi contraída por causa de dificuldades ou necessidades imprevistas. Ou seja, foram feitas sem planejamento. O cenário de maior dificuldade econômica influencia a decisão sobre o uso do 13º salário neste fim de ano.  A maioria dos brasileiros (52%) usará o 13º salário para pagar dívidas. Outros 30% usarão o dinheiro extra para despesas do dia a dia e 18% comprarão presentes e produtos de uso pessoal, como roupas, sapatos e brinquedos.  Quinze por cento vão poupar.

De acordo com o levantamento, menos da metade (42%) dos entrevistados costuma receber 13º salário e 57% não recebem o salário extra. O percentual dos que não recebem 13º salário é maior nas faixas de renda familiar mais baixas. Entre os que ganham até um salário mínimo, 82% não recebem o 13º. Entre os entrevistados com renda familiar acima de 10 salários mínimos, o percentual cai para 39%.

A pesquisa Retratos da Sociedade Brasileira – Intenção de Compras foi feita com 2.002 pessoas em 142 municípios entre 14 e 17 de setembro.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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