Empresas de bens de consumo precisam integrar áreas para manter competitividade

Com a crise prolongada nos mercados desenvolvidos e a desaceleração do ciclo de crescimento do poder de compra nos mercados emergentes, a indústria de bens de consumo precisa investir em inovação e integração de seus diversos departamentos e unidades para sustentar a margem de lucro. A conclusão é do relatório “Revelando a Margem de Lucro”, produzido pela consultoria e auditoria EY (antes Ernst & Young) e Economist Intelligence Unit que ouviu 183 executivos do setor no mundo todo, incluindo empresas brasileiras como Alpargatas, Vigor, Brasil Kirin, entre outras.

A pesquisa revela que 76% dos executivos ouvidos na América Latina acreditam que está mais difícil manter ou aumentar as margens de lucro hoje do que há três anos e mais da metade preveem que as condições serão ainda mais árduas ao longo dos próximos três anos. O resultado não é diferente entre os pesquisados globais. Os entrevistados indicam que as margens sofrem pressões decorrentes dos salários crescentes, preços das commodities, pesada carga tributária e custos de distribuição. Nos últimos dez anos, a margem média das 30 maiores empresas de bens de consumo da América Latina caiu dois pontos percentuais – chegando a 17,2%. “Nos últimos anos, as empresas brasileira investiram alto para expandir a produção e distribuição e assim, ganhar mercado aproveitando o aumento do poder de compra da classe média. Agora, com uma curva de crescimento mais modesta, elas buscam por mais eficiência”, explica Cristiane Amaral.

Esse é o diagnóstico de um setor cujo principal obstáculo, de acordo com a análise da EY, é a fragmentação do planejamento e da operação entre os diferentes departamentos envolvidos na produção de bens de consumo. “Atualmente, as empresas dos mercados emergentes têm se mostrado mais interessadas em centralizar ações de corte de custos para manter as margens de lucro atuais do que em investir em inovação de produtos e serviços visando o crescimento em longo prazo”, completa Kristina Rogers, líder da EY para Bens de Consumo em mercados emergentes.

De acordo com as executivas, a hora é de quebra de paradigmas. As empresas com melhores margens no Brasil conquistam esse desempenho ao olhar além da redução de custos e do aumento de preços, para encontrar uma maneira mais integrada de gerenciar resultados. Um exemplo é a redução do número de produtos oferecidos (os SKUs) com margens baixas, optando por consumidores com renda maior. Outro fator fundamental é o aprimoramento na agilidade e assertividade na tomada de decisões, utilizando métricas de resultados em tempo real. Além disso, as empresas com melhores práticas incorporam a gestão de margens na rotina e cultura de toda a empresa, inserindo-a nos processos e políticas formais da organização.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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